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Na ONU, China "exige que os EUA cessem suas práticas de intimidação"

Diplomacia chinesa pede libertação de Nicolás Maduro e critica postura unilateral de Washington no Conselho de Segurança

Reunião do Conselho de Segurança da ONU (Foto: Eduardo Munoz / Reuters)

247 - A China condenou de forma contundente a ação dos Estados Unidos na Venezuela durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, classificando a ofensiva como ilegal e coercitiva. A posição foi apresentada pelo vice-representante chinês na ONU, Sun Lei, que também cobrou a libertação do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

No pronunciamento, a diplomacia chinesa afirmou que a conduta americana viola princípios básicos do direito internacional e agrava o cenário de tensão política na região.

Sun Lei afirmou que “a China está profundamente chocada e condena veementemente os atos unilaterais, ilegais e de intimidação dos Estados Unidos”. Segundo ele, a atuação de Washington representa uma ameaça à estabilidade internacional e ao respeito entre os Estados.

O diplomata chinês também dirigiu um apelo direto ao governo norte-americano para que reveja sua postura. “Exigimos que os Estados Unidos mudem de rumo, cessem suas práticas de intimidação e coerção e desenvolvam relações e cooperação com os países da região com base no respeito mútuo, na igualdade e na não interferência nos assuntos internacionais”, declarou.

A manifestação da China reforça o bloco de países que criticam abertamente a ação dos Estados Unidos na Venezuela no âmbito da ONU, ampliando o debate sobre os limites do uso da força e o cumprimento das normas internacionais no tratamento de crises políticas e humanitárias.

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