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"Não haverá guerra contra a Venezuela ou seu povo", dizem os EUA na ONU

"Não estamos ocupando um país. Esta foi uma operação de aplicação da lei”, afirmou Mike Waltz ao Conselho de Segurança da ONU

Mike Waltz (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

247 - Os Estados Unidos rejeitaram, nesta segunda-feira (5), as acusações de que estariam promovendo uma guerra contra a Venezuela ou seu povo. A posição foi apresentada pelo embaixador norte-americano nas Nações Unidas, Mike Waltz, durante reunião do Conselho de Segurança da ONU convocada para discutir a crise venezuelana após a captura de Nicolás Maduro.

Em sua fala, o diplomata buscou diferenciar a ação conduzida pelos Estados Unidos de uma operação militar convencional, destacando que, segundo Washington, trata-se de uma iniciativa de aplicação da lei.

“Não há guerra contra a Venezuela ou seu povo. Não estamos ocupando um país. Esta foi uma operação de aplicação da lei”, afirmou Waltz ao se referir à incursão na qual Maduro foi sequestrado. O embaixador também declarou que o processo judicial seguirá os trâmites legais nos Estados Unidos. “As provas esmagadoras de seus crimes serão apresentadas abertamente nos procedimentos judiciais em tribunais dos EUA”, disse.

Ao mencionar a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Waltz sustentou que o governo norte-americano tentou esgotar as vias diplomáticas antes da ação. “Quero reiterar que o presidente Trump deu uma chance à diplomacia. Ele ofereceu a Maduro múltiplas saídas. Ele tentou desescalar. Maduro se recusou a aceitá-las”, declarou.

O embaixador acrescentou que os Estados Unidos pretendem manter sua linha de atuação em relação à Venezuela. Segundo Waltz, o país não recuará em suas ações para “proteger os americanos do flagelo do narcoterrorismo” e afirmou que Washington “busca paz, liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”.

A manifestação americana ocorre em meio a fortes críticas de outros membros do Conselho de Segurança, como Rússia e China, que classificaram a ação dos Estados Unidos como ilegal e uma violação do direito internacional, aprofundando o impasse diplomático em torno da crise venezuelana.

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