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Orgias até com menores: o que os arquivos Epstein revelam sobre Trump

Novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça detalham acusações graves e festas em Mar-a-Lago envolvendo o atual presidente dos Estados Unidos

Trump e Jeffrey Epstein (Foto: Getty Images)

247 – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou, nesta sexta-feira (30), novos arquivos referentes ao falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein. Os documentos — que contêm informações ainda não verificadas pelo FBI — trazem à tona relatos nos quais o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é acusado de participação em crimes sexuais e condutas ilícitas envolvendo menores de idade. A notícia foi veiculada originalmente pelo portal RT Brasil.

As denúncias descrevem um cenário de abusos sistemáticos. Segundo os registros, o mandatário teria forçado uma menina de 13 a 14 anos a praticar sexo oral. Além disso, os papéis mencionam a organização de festas em sua mansão na Flórida, Mar-a-Lago, sob o nome de "Calendar Girls" ("Garotas de Calendário").

Leilões e abusos em Mar-a-Lago

Os depoimentos contidos nos documentos detalham como Jeffrey Epstein atuaria no transporte de crianças para as propriedades de Trump. O texto descreve atos de extrema gravidade atribuídos ao presidente:

"Donald Trump, o presidente, realizava festas em Mar-a-Lago chamadas calendar girls. Jeffrey Epstein trazia as crianças, e Trump as leiloava. Ele media as vulvas e vaginas das crianças inserindo um dedo e avaliava as crianças com base na 'apertabilidade'".

Entre os supostos participantes dessas festas, os documentos listam figuras proeminentes como Elon Musk, Alan Dershowitz e Bob Shapiro, além dos filhos de Donald Trump, Don Jr. e Eric. Ghislaine Maxwell e Ivanka Trump também são citadas como presentes.

Ameaças e rede de tráfico na Califórnia

Outro depoimento, realizado por uma denunciante de forma on-line, aponta a existência de uma rede de tráfico sexual no Trump Golf Course, em Rancho Palos Verdes, na Califórnia, entre meados de 1995 e 1996. De acordo com o relato, Ghislaine Maxwell servia como intermediária para clientes que incluíam Epstein e Trump.

A denunciante afirmou ter presenciado orgias e mencionou o desaparecimento de jovens, sob rumores de que teriam sido assassinadas e enterradas no local. Ela relatou ainda ter sido coagida pelo então chefe de segurança de Trump, que a teria ameaçado diretamente: se falasse sobre o que viu, ela "acabaria como adubo nos últimos buracos do campo, como as outras put*s".

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