Petroleiros cruzam o Estreito de Ormuz mesmo com bloqueio dos EUA, enquanto outras embarcações recuam
Quatro navios completaram travessia na rota estratégica em meio à disputa entre Washington e Teerã
247 - Quatro embarcações conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz mesmo após o anúncio de bloqueio imposto pelos Estados Unidos. A movimentação ocorreu enquanto outras embarcações optaram por interromper suas rotas diante do aumento das restrições na região. As informações são do jornal O Globo.
Os navios que concluíram a travessia partiram de áreas próximas aos Emirados Árabes Unidos e seguiram rumo ao nordeste, navegando próximos à costa iraniana antes de alcançarem águas abertas. Dados de rastreamento indicam que os petroleiros utilizaram uma rota ao sul da ilha de Larak, conforme orientação recente de Teerã.
Ao mesmo tempo, um navio transportador de gás liquefeito de petróleo, identificado como NV Sunshine, avançou em direção ao Golfo Pérsico. A embarcação iniciou seu trajeto ao norte, a partir de águas próximas a Sohar, no Golfo de Omã, e entrou na região, com destino a Sharjah.
Bloqueio dos EUA
As travessias ocorreram pouco antes da entrada em vigor do bloqueio anunciado por Washington, após o fracasso das negociações com Teerã no fim de semana. As restrições passaram a valer às 10h de Nova York, o que corresponde a 12h de Brasília, e atingem embarcações que operam em portos ou áreas costeiras iranianas.
A medida ocorre em meio ao aumento do controle iraniano sobre a hidrovia desde o início do conflito iniciado pelas agressões dos EUA e Israel ao país persa, cenário que provocou queda significativa no fluxo de navios. O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o transporte global de petróleo.
Recuo de embarcações
Enquanto alguns navios avançaram, outros alteraram suas rotas. O petroleiro Rich Starry, alvo de sanções dos Estados Unidos, recuou durante sua tentativa de saída nas proximidades da ilha de Qeshm. Já o graneleiro Guan Yuan Fu Xing interrompeu sua travessia ao realizar uma manobra de retorno na entrada do estreito.
As movimentações são monitoradas em meio à disputa entre Estados Unidos e Irã pelo controle da região. A hidrovia concentra cerca de um quinto do petróleo transportado mundialmente, o que amplia a atenção sobre qualquer alteração no tráfego marítimo.

