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Países da OTAN rejeitam plano de Trump para bloquear Estreito de Ormuz

Aliados dos Estados Unidos defenderam soluções diplomáticas para o conflito

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, faz um discurso na Ronald Reagan Presidential Foundation and Institute, em Washington, D.C., Estados Unidos, em 9 de abril de 2026 (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque /Foto de arquivo)

247 - Aliados dos EUA da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) anunciaram nesta segunda-feira (13) que não participarão do plano do presidente Donald Trump de impor um bloqueio ao Estreito de Ormuz. A proposta estadunidense prevê a interrupção do tráfego marítimo na região, após o fracasso de negociações no fim de semana para encerrar o conflito com o Irã. As informações são da agência Reuters.

Segundo autoridades militares, a medida se aplicaria a embarcações com destino ou origem em portos iranianos. Apesar disso, países como Reino Unido e França afirmaram que não irão se envolver na iniciativa.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou: "Não estamos apoiando o bloqueio". Starmer também indicou que a decisão busca evitar envolvimento direto no conflito. "Não vamos ser arrastados para a guerra", disse.

Pressões e divergências

A recusa amplia tensões dentro da aliança militar. O governo estadunidense tem pressionado aliados a apoiar sua estratégia, ao mesmo tempo em que avalia reduzir sua presença militar na Europa.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, indicou que o governo dos Estados Unidos busca compromissos concretos dos membros da aliança para garantir a segurança da rota marítima.

Soluções alternativas

Países europeus defendem a retomada da navegação por meios diplomáticos. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, foi afetado pelas tensões com o Irã desde o início do conflito iniciado pelas agressões dos EUA e Israel ao país persa.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que pretende organizar uma conferência com outros países para discutir a criação de uma missão multinacional voltada à restauração da navegação. "Missão estritamente defensiva", afirmou. Segundo o mandatário francês, a iniciativa será independente das partes envolvidas no conflito e deverá ser implementada quando houver condições de segurança.

Autoridades europeias também discutem medidas para reduzir custos de seguro de embarcações na região após o fim das hostilidades. Já o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, declarou que a reabertura do estreito deve ocorrer por meio da diplomacia.

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