Piloto dos EUA resgatado no Irã está gravemente ferido, diz Trump
Militar retirado de área montanhosa após operação arriscada foi levado ao Kuwait. Resgate envolveu tiroteio intenso e mobilização de forças especiais
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (5) que o piloto norte-americano resgatado no Irã está gravemente ferido após uma operação militar considerada de alto risco. Segundo o líder norte-americano, o militar sobreviveu a uma intensa busca das forças iranianas antes de ser retirado com vida por tropas dos EUA.
O piloto foi localizado em uma região montanhosa e resgatado após uma ação que envolveu centenas de integrantes de forças especiais e dezenas de aeronaves. O militar foi posteriormente encaminhado ao Kuwait, onde recebe atendimento médico, segundo autoridades ouvidas pelo jornal The New York Times.
Em publicação na rede Truth Social, Trump destacou a gravidade do estado de saúde do piloto e elogiou sua resistência durante o período em que esteve isolado. “Resgatamos o membro da tripulação/oficial de um F-15, gravemente ferido e extremamente corajoso, de dentro das montanhas do Irã. As Forças Armadas iranianas estavam o procurando intensamente, em grande número, e se aproximando. Ele é um coronel altamente respeitado”, escreveu.
O presidente também enfatizou o risco envolvido na missão, afirmando que operações desse tipo raramente são realizadas devido à ameaça à vida dos militares e ao equipamento empregado. “Esse tipo de operação raramente é tentado por causa do risco para 'homens e equipamentos'. Simplesmente não acontece!”, afirmou.
Trump ainda relatou detalhes da execução do resgate, indicando que houve mais de uma ação para retirar o piloto. “A segunda operação veio após a primeira, na qual resgatamos o piloto em plena luz do dia, também algo incomum, permanecendo por sete horas sobre o Irã. Uma demonstração INCRÍVEL de coragem e habilidade por parte de todos!”, declarou.
Segundo a agência Reuters, a operação ocorreu sob “tiroteio pesado”, enquanto autoridades iranianas afirmaram ter destruído diversas aeronaves dos Estados Unidos durante a ação. Apesar disso, Trump e veículos da imprensa norte-americana sustentam que todas as tropas envolvidas conseguiram deixar o território iraniano em segurança.
A missão foi marcada por uma corrida contra o tempo, diante do temor de que o piloto fosse capturado por forças iranianas. O próprio Trump reforçou que as tropas do país buscavam o militar “intensamente, em grande número e se aproximando”.
O episódio ocorre em um momento de escalada de tensões entre os dois países. Trata-se da primeira vez, segundo o contexto do conflito, que aeronaves tripuladas dos Estados Unidos são abatidas dentro do território iraniano. Antes do resgate, Trump havia afirmado que as defesas aéreas do Irã estavam enfraquecidas e chegou a impor um ultimato de 48 horas para que o país aceitasse um acordo, sob ameaça de ataques a infraestruturas energéticas e petrolíferas.


