HOME > Mundo

Putin sugere que Armênia consulte população sobre possível adesão à União Europeia

Presidente russo afirmou que eventual referendo popular poderia orientar a escolha do país entre a União Europeia e a União Econômica Eurasiática (UEE)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, cumprimenta o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan (Foto: Alexei Nikolsky/Agência anfitriã RIA Novosti/Divulgação via REUTERS/Foto de arquivo)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs no sábado (9) a realização de um referendo na Armênia para que a população decida sobre o interesse do país em aderir à União Europeia (UE). A declaração foi divulgada em meio ao debate sobre o reposicionamento geopolítico do país do Cáucaso. As informações são da RT Brasil. 

Putin afirmou que a Armênia já obtém “vantagens significativas” dentro da União Econômica Eurasiática (UEE), bloco do qual a Rússia é uma das principais integrantes. O presidente russo avaliou que os planos armênios de aproximação com o bloco europeu exigem “uma análise especial”, que envolve desde relações produtivas até aspectos tributários.

Debate entre UE e UEE

Putin destacou que a Armênia precisa definir com clareza sua posição entre a União Europeia e a União Econômica Eurasiática. Segundo ele, essa decisão deve ser tomada com rapidez e planejamento. “É necessário dizer a tempo o que vamos fazer. Não há nada de extraordinário nisso. É preciso calcular tudo. É preciso calcular tanto do lado armênio quanto do nosso”, declarou o presidente.

Ele também sugeriu que o tema seja discutido na próxima cúpula da União Econômica Eurasiática, ressaltando que os povos da região mantêm relações históricas de longa data.

“Divórcio suave” 

Putin afirmou ainda que a Rússia respeitará qualquer escolha feita pela Armênia em uma eventual consulta popular. “E se for vantajoso para o povo armênio tomar determinada decisão, por favor, nós não vamos nos opor”, disse.

O presidente acrescentou que, dependendo do resultado, Moscou também adotaria uma postura correspondente em relação ao futuro das relações bilaterais. “De acordo com isso, nós também faríamos nossa escolha e seguiríamos o caminho de um divórcio suave e inteligente”, afirmou.

Artigos Relacionados