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Rubio endossa Orbán na Hungria e diz que Trump aposta em “era de ouro” nas relações

Secretário de Estado dos EUA afirmou em Budapeste que a permanência do premiê húngaro fortalece interesses americanos

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante reunião com parlamentares em Washington, D.C., EUA, sobre ataque dos EUA à Venezuela - 07/01/2026 (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

247 - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (16) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vê o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, como peça-chave para a estratégia americana na Europa Central. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva em Budapeste, na qual Rubio destacou que o governo Trump considera a liderança do premiê húngaro “essencial” para os interesses nacionais de Washington.

Rubio fez um endosso direto ao líder nacionalista em um momento de forte pressão política interna, às vésperas de uma eleição parlamentar considerada decisiva para o futuro do governo Orbán.

Durante a coletiva conjunta, Rubio deixou claro que o apoio americano está ligado diretamente à permanência do premiê no poder. “O presidente Trump está profundamente comprometido com seu sucesso, porque o seu sucesso é o nosso sucesso”, declarou o secretário de Estado ao lado de Orbán.

Em seguida, Rubio reforçou que o interesse dos EUA está diretamente associado à continuidade do atual governo em Budapeste. “Queremos que esse país vá bem. Isso é do nosso interesse nacional, especialmente enquanto você for o primeiro-ministro e o líder deste país”, afirmou.

Além de demonstrar alinhamento político, Rubio disse que as relações bilaterais estariam entrando em uma nova fase, descrita por ele como uma “era de ouro”, embora tenha condicionado esse cenário à manutenção do premiê no comando do país.

A passagem pela Hungria integra uma viagem de dois dias pela Europa Central, que também incluiu visita à Eslováquia, governada por um líder conservador que, assim como Orbán, mantém proximidade com Trump e adota postura crítica em relação à União Europeia.

O gesto público de Rubio ocorre em um momento sensível para Orbán. O primeiro-ministro enfrentará, em sábado (12), o que é apontado como o teste eleitoral mais difícil desde que o partido Fidesz chegou ao poder com ampla vitória em 2010. A disputa, segundo a reportagem, pode ter impacto relevante não apenas na política interna húngara, mas também na correlação de forças dentro da Europa, especialmente diante do crescimento de movimentos conservadores e de extrema direita.

Nos últimos anos, Orbán acumulou embates com a União Europeia, ao mesmo tempo em que manteve relações diplomáticas consideradas cordiais com a Rússia e adotou posições críticas em relação à Ucrânia. O premiê também se consolidou como referência para setores mais duros da direita americana, que veem em seu governo um exemplo de políticas rígidas de imigração e de promoção do conservadorismo cristão.

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