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Rússia afirma que EUA provocam caos nas relações internacionais

Diplomata russo afirma que ações do bloco ocidental corroem segurança global e reforçam práticas de hegemonia e colonialismo

Mikhail Galuzin (Foto: TASS)

247 - A condenação pela Rússia contra os Estados Unidos e seus aliados ganhou novo destaque após declarações de um alto diplomata, que apontou o papel do bloco ocidental na desestabilização das relações internacionais e no enfraquecimento das bases jurídicas da segurança global. Segundo a avaliação apresentada, essas ações estariam ampliando tensões e aprofundando desigualdades no cenário internacional.

As declarações foram divulgadas pela agência Prensa Latina e ocorreram durante uma conferência organizada pelo Clube de Debates Valdai em conjunto com o Instituto Rússia-Uzbequistão de Estudos Estratégicos Inter-regionais. O encontro foi realizado na cidade uzbeque de Termez, entre a segunda (30) e terça-feira.

Durante o evento, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, criticou duramente o papel do Ocidente. Segundo ele, "graças ao bloco ocidental, que continua a criar caos e a desestabilizar as relações internacionais, os fundamentos jurídicos na área da segurança estão a ser corroídos".O diplomata também questionou a atuação ocidental no campo do desenvolvimento global, afirmando que há uma discrepância entre discurso e prática. "Na esfera do desenvolvimento, cria-se apenas uma aparência de trabalho conjunto, que na realidade é uma forma de colonialismo", declarou.Galuzin destacou ainda que, na visão de Moscou, os países ocidentais estão dispostos a adotar medidas extremas para manter sua posição dominante no cenário internacional. "Constatamos que o Ocidente está disposto a tomar qualquer medida para preservar sua hegemonia, inclusive intervenções armadas e a apreensão de bens soberanos de países que conduzem uma política externa e interna independente e soberana", afirmou.

O vice-ministro russo também chamou atenção para o aumento da distância entre os interesses da maioria dos países e aqueles defendidos por uma minoria ocidental, indicando um cenário de crescente polarização nas relações internacionais.

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