Rússia apoia negociações e rejeita guerra contra o Irã
Lavrov afirma que Moscou está pronta para contribuir com solução diplomática e evitar escalada militar no Oriente Médio
247 - A Rússia reiterou sua disposição de atuar na mediação para alcançar a paz no Oriente Médio, defendendo uma solução diplomática para o conflito e alertando para os riscos de uma escalada militar na região. A posição foi reafirmada pelo ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, durante conversa telefônica com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia e reportadas pela agência TASS, Lavrov enfatizou a necessidade de evitar qualquer retomada de confronto armado. O chanceler russo destacou que Moscou mantém sua disposição de contribuir para a resolução da crise, ressaltando que não existe uma solução militar viável para o impasse.
De acordo com o comunicado oficial, Lavrov também mencionou uma proposta russa voltada à criação de um conceito de segurança para o Golfo Pérsico. A iniciativa prevê a participação de todos os países da região, com apoio de nações externas capazes de exercer influência positiva no processo de negociação.
Durante a conversa, Abbas Araghchi atualizou o governo russo sobre os desdobramentos das negociações entre Irã e Estados Unidos realizadas em Islamabad no dia 11 de abril. As tratativas fazem parte de esforços diplomáticos mais amplos para reduzir tensões e buscar um entendimento duradouro.
Ainda segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Moscou recebeu de forma positiva a disposição do Irã em dar continuidade ao diálogo. O governo russo destacou a importância de avançar em soluções que enfrentem as causas estruturais do conflito e garantam estabilidade de longo prazo na região, levando em conta os interesses considerados legítimos tanto do Irã quanto de seus países vizinhos.
A posição reforça o papel que a Rússia busca desempenhar como mediadora em crises internacionais, especialmente em um cenário marcado por tensões persistentes no Oriente Médio e pela necessidade de mecanismos multilaterais de segurança.


