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Rússia rejeita mediação de Kaja Kallas em diálogo com União Europeia

Chancelaria russa diz que esforços da chefe da diplomacia europeia são “inúteis” e cita Schroeder como interlocutor preferido

María Zakharova, porta-voz da Chancelaria russa (Foto: Canal Telegram de Zakharova)
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247 - A Rússia rejeitou a possibilidade de a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, atuar como mediadora em um eventual diálogo com a UE. A chancelaria russa classificou seus esforços como “inúteis” e indicou que o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder segue como interlocutor preferido por Moscou, as informações são da TASS.

A avaliação foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, ao comentar a expectativa de Kallas de participar de possíveis negociações futuras entre Moscou e Bruxelas. A declaração ocorre em meio a discussões sobre eventuais canais de diálogo entre a Rússia e a União Europeia.

Segundo Zakharova, as expectativas de Kallas dificilmente se concretizarão. Ao responder sobre as aspirações da chefe da diplomacia europeia, a porta-voz afirmou que os esforços da representante da UE são “inúteis”. A frase foi apresentada pela TASS como uma rejeição direta à possibilidade de Kallas ocupar papel de mediação em futuras conversas.

A posição russa reforça a preferência já manifestada pelo presidente Vladimir Putin. Em 9 de maio, Putin indicou que Gerhard Schroeder, ex-chanceler da Alemanha, continua sendo o nome considerado por Moscou como interlocutor mais adequado para eventuais negociações com a União Europeia.

Schroeder, que governou a Alemanha entre 1998 e 2005, foi citado no contexto de possíveis tratativas entre Moscou e Bruxelas. A fala de Putin, mencionada pela agência russa, colocou o ex-chanceler como contraponto à hipótese de mediação conduzida por Kallas.

Kaja Kallas ocupa o posto de chefe da diplomacia da União Europeia e tem sido uma das principais vozes do bloco em temas relacionados à política externa e à relação com Moscou. A resposta de Zakharova, no entanto, sinaliza que a diplomacia russa não reconhece a dirigente europeia como figura viável para conduzir uma eventual aproximação.

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