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Secretário Caleb Orr diz que os EUA vão processar minérios críticos no Brasil

Declaração reacende a polêmica em torno de tentativas de interferência dos Estados Unidos na soberania de países latino-americanos

Minerais críticos e Caleb Orr (Foto: Gil Leonardi / Agência Minas I Departamento de Estado dos EUA)

247 - O secretário adjunto do Departamento de Assuntos Econômicos, Energéticos e Comerciais dos Estados Unidos, Caleb Orr, afirmou que o seu país vai processar no Brasil os minérios críticos e terras raras que poderão ser retirados das reservas nacionais, consideradas uma das maiores do mundo.

"O Brasil tem reservas ricas em terras raras e acreditamos que é um parceiro promissor", afirmou em coletiva de imprensa online. A declaração foi uma resposta a uma pergunta enviada pela colunista do UOL Mariana Sanches.

De acordo com o secretário, os EUA "veem o Brasil como um parceiro essencial". Caleb Orr afirmou que o país sul-americano "tem recursos naturais significativos, dada a sofisticação da economia diversificada, que permitirá o processamento no Brasil, ajudando os EUA no refinamento [desses minerais]".

"Os EUA querem uma solução ganha-ganha em termos de solução de refinamento. Os EUA estão em negociação ativa com o Brasil e esperam progredir a esse respeito", disse, acrescentando que os estadunidenses já estão "financiando alguns desses projetos" em solo brasileiro.

O secretário também tratou da parceria com a Venezuela. "Queremos que [a extração desses minérios] gere receitas ao povo venezuelano".

Minerais

Minerais críticos são recursos minerais essenciais para setores estratégicos, como tecnologia, defesa e transição energética, cuja oferta está sujeita a riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores. Eles incluem elementos como lítio, cobalto, níquel e terras raras, fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores.

A importância reside na viabilização de inovações tecnológicas e energias renováveis, sendo essenciais para reduzir a pegada de carbono e garantir a segurança econômica e geopolítica diante da crescente demanda global por sustentabilidade e digitalização.

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