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Secretário-geral da Otan apoia ataques de Trump ao Irã, mas descarta envolvimento da aliança

Mark Rutte diz apoiar decisão do presidente dos Estados Unidos contra suposto programa de mísseis iraniano, mas afirma que Otan não participa do conflito

Trump em cúpula da Otan (Foto: REUTERS/Piroschka Van De Wouw)

247 - O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, manifestou apoio à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de realizar ataques contra capacidades militares do Irã, ao mesmo tempo em que descartou qualquer participação direta da aliança militar no conflito em curso.

A declaração foi feita em entrevista em vídeo nesta quinta-feira (5)e foi divulgada pela agência Reuters, que relatou a posição de Rutte sobre a ofensiva militar e o papel da Otan no cenário de tensões envolvendo o Irã.

Rutte elogia decisão de Trump

Ao comentar os ataques norte-americanos, Rutte afirmou apoiar a estratégia do presidente dos Estados Unidos de neutralizar o suposto programa de mísseis balísticos iraniano, considerado por Washington uma ameaça regional.

“Apoiamos o presidente em eliminar essa capacidade”, disse Rutte, referindo-se ao objetivo militar declarado pelos Estados Unidos. Segundo ele, o cenário exige vigilância permanente diante do potencial estratégico do Irã.

“Temos que garantir, daqui para frente, que o Irã, essa república, não possa novamente representar uma ameaça mortal aos seus vizinhos; a Israel, ao Oriente Médio e à Europa”, acrescentou.

Incidente com míssil perto da Turquia

O posicionamento ocorreu um dia após a Turquia afirmar que sistemas de defesa aérea da Otan interceptaram um míssil iraniano que seguia em direção ao espaço aéreo turco. O governo iraniano negou qualquer envolvimento no episódio.

Rutte classificou o incidente como “sério” e destacou que a interceptação demonstra a capacidade de defesa coletiva da aliança militar.

Segundo ele, a resposta bem-sucedida evidencia o que chamou de uma abordagem de segurança de “360 graus” para proteger o território dos países membros da Otan.

Otan nega participação direta no conflito

Apesar de apoiar a ação norte-americana, o secretário-geral fez questão de enfatizar que a Otan não está engajada diretamente nas operações militares.

“A Otan não está envolvida aqui”, afirmou. Ele explicou, no entanto, que aliados da organização oferecem suporte logístico e estratégico que contribui para a atuação dos Estados Unidos.

“Aliados da Otan estão fornecendo apoio essencial... A Otan, nesse sentido, também é uma plataforma de projeção de poder para os Estados Unidos, porque sem os aliados europeus os EUA teriam encontrado muita dificuldade”, declarou.

Defesa pública da decisão americana

Durante a entrevista, o jornalista Andrew Gray questionou Rutte sobre o motivo de ter elogiado publicamente a decisão do presidente dos Estados Unidos. O dirigente da Otan respondeu defendendo a posição.

“Essa ação decisiva para eliminar essa capacidade do Irã… como exportador de terrorismo e caos… acho que, se o presidente de um país está oferecendo esse tipo de liderança, algum elogio é justificável”, afirmou.

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