Trump acusa Irã de restringir navios no Estreito de Ormuz: “não é o acordo que temos”
Presidente dos EUA acusa Teerã de limitar passagem de navios e cobrar taxas
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está restringindo a passagem de navios no Estreito de Ormuz e cobrando taxas de petroleiros, em desacordo com compromissos firmados entre os países, o que amplia as tensões no Golfo Pérsico. As informações são da BBC.
Trump foi direto ao criticar a atuação iraniana. Segundo ele, “há relatos de que o Irã está cobrando taxas de petroleiros que passam pelo Estreito de Ormuz”. Em seguida, fez um alerta: “é melhor parar agora”. Em outra manifestação pública, o presidente reforçou o tom ao afirmar: “O Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso, alguns diriam, em sua liberação da passagem do petróleo pelo Estreito de Ormuz. Isso não é o acordo que temos!”.
O Estreito de Ormuz é responsável pela circulação de cerca de 20% do petróleo global, além de grandes volumes de gás natural liquefeito, sendo considerado um ponto sensível para a economia internacional. Qualquer restrição no tráfego marítimo na região tende a impactar diretamente os preços de energia e o comércio global.
A crise ocorre em paralelo a uma escalada de violência no Oriente Médio. Dados divulgados por uma empresa de monitoramento apontam que bombardeios recentes no Irã deixaram pelo menos 787 mortos, além de destruição significativa em áreas estratégicas, incluindo instalações militares e infraestrutura.
O tema também mobilizou aliados dos Estados Unidos. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, discutiu com Trump a necessidade de um plano concreto para restabelecer o fluxo marítimo na região. Segundo relatos, ambos concordaram sobre a urgência de garantir a segurança das rotas comerciais.
Apesar da tensão crescente, o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã permanece em vigor, ainda que cercado de incertezas. No entanto, o cenário regional segue instável, especialmente no Líbano, onde não há trégua. Autoridades locais informaram que ataques recentes deixaram mais de 300 mortos e cerca de mil feridos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou a posição de seu governo ao declarar que “não há cessar-fogo no Líbano”. A fala foi feita pouco depois de ele indicar a intenção de iniciar negociações diretas com o governo libanês.


