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Trump ameaça impor tarifa de 50% à China por apoio ao Irã

Porta-voz da Embaixada da China nega plano de enviar armamentos ao Irã

Donald Trump e Xi Jinping (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a China poderá enfrentar uma tarifa de 50% sobre seus produtos caso seja comprovado o envio de armamentos ao Irã, segundo declarações dadas em entrevista à Fox News neste domingo (12). A fala ocorre em meio a informações de inteligência norte-americana que indicam supostos planos de Pequim para fornecer sistemas de defesa aérea ao país do Oriente Médio, conforme noticiado pela CNN.

Durante a entrevista ao programa “Sunday Morning Futures with Maria Bartiromo”, Trump mencionou relatos sobre o eventual envio de mísseis portáteis antiaéreos. “Eu ouço notícias sobre a China fornecendo mísseis de ombro, o que é chamado de míssil de ombro, míssil antiaéreo”, afirmou. Apesar disso, ele disse não acreditar que a China levaria adiante tal iniciativa. “Duvido que fariam isso, porque tenho um relacionamento, e acho que não fariam”, declarou.

O presidente ainda sugeriu que eventuais transferências poderiam ter ocorrido no início do conflito, mas descartou a continuidade desse tipo de ação. “Talvez tenham feito um pouco no começo, mas não acho que fariam agora”, disse. Ele, no entanto, reforçou a ameaça de sanções comerciais severas: “Mas se pegarmos eles fazendo isso, terão uma tarifa de 50%, o que é algo impressionante — um valor impressionante”.

De acordo com informações divulgadas pela CNN, citando três fontes familiarizadas com avaliações recentes de inteligência, a China estaria se preparando para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas. Em resposta às alegações, um porta-voz da Embaixada da China em Washington negou qualquer envolvimento no fornecimento de armas. “A China nunca forneceu armas a nenhuma das partes do conflito; as informações em questão não são verdadeiras”, afirmou.

O representante também criticou a postura dos Estados Unidos, pedindo cautela nas declarações. “Como um grande país responsável, a China cumpre consistentemente suas obrigações internacionais. Instamos o lado dos EUA a se abster de fazer acusações infundadas, estabelecer conexões maliciosas e recorrer ao sensacionalismo; esperamos que as partes relevantes façam mais para ajudar a reduzir as tensões”, declarou.

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