Trump chama iranianos de "animais" e nega que atacar infraestrutura civil seja crime de guerra
Presidente dos EUA disse “não estar preocupado” com eventuais crimes de guerra
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou os iranianos de “animais” ao comentar a possibilidade de ataques contra o Irã e afirmou não considerar crime de guerra uma eventual ofensiva contra a infraestrutura civil. A declaração foi feita em meio à escalada de tensão envolvendo o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.
Segundo o G1, as declarações de Trump foram feitas nesta segunda-feira (6), durante um evento de Páscoa na Casa Branca. Questionado sobre a legalidade dos ataques, o presidente respondeu: “não, porque eles são animais”. Em seguida, acrescentou: “Não estou preocupado sobre os alertas por alvejar infraestrutura civil (no Irã)”.
Ameaça ao Estreito de Ormuz
No domingo (5), Trump já havia sinalizado nas redes sociais que poderia ordenar ataques caso o Irã não reabra completamente o Estreito de Ormuz até terça-feira (7). O governo iraniano, segundo agências locais, manifestou preocupação de que tais ações possam configurar crime de guerra.
De acordo com o direito internacional, ataques deliberados contra alvos civis são proibidos em conflitos armados e podem ser julgados por tribunais internacionais.
Declarações sobre petróleo e guerra
Durante o mesmo evento, Trump também comentou sobre os recursos energéticos do Irã. “Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra”, afirmou.
Ao abordar as negociações com Teerã, o presidente apresentou posições contraditórias. Inicialmente, disse acreditar que o governo iraniano negocia “de boa fé”. Em seguida, declarou estar “muito chateado” e afirmou que o país “vai pagar um grande preço por isso”.
Cessar-fogo rejeitado
Trump confirmou ainda ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Segundo ele, a iniciativa foi “um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”.
O presidente reiterou o prazo para reabertura do Estreito de Ormuz e indicou que novas ações podem ocorrer. “Poderíamos sair agora mesmo se quiséssemos, mas eu quero terminar o trabalho”, disse.
As declarações ocorrem em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio, com novos episódios de troca de ataques entre Israel e Irã.


