Trump critica ataque de Israel ao Líbano e pede recuo
Presidente dos EUA diz que ataque pode comprometer acordo de paz negociado com o Irã
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou neste domingo (14) os ataques realizados por Israel no sul de Beirute, capital do Líbano, e defendeu a interrupção das ações militares para evitar prejuízos às negociações de um acordo provisório de paz entre Washington e Teerã.
Em postagem feita na rede social Truth Social, de acordo com a CNN Brasil, o mandatário estadunidense disse que as tratativas diplomáticas estão próximas de um desfecho e exigem cautela para que não sejam comprometidas por uma escalada militar na região.
Trump vê risco para negociações de paz
Ao comentar a ofensiva israelense, o presidente norte-americano afirmou que a ação não deveria ter ocorrido diante do momento considerado decisivo para as negociações.
“O ataque desta manhã a Beirute não deveria ter acontecido, especialmente em um dia tão importante, quando estamos tão próximos de um Acordo de Paz com o Irã. Israel tem o direito de se defender contra ameaças, mas o ataque ao qual estava respondendo foi muito pequeno e sem relevância; ninguém foi ferido, machucado ou morto, e isso não deveria atrapalhar este processo tão importante”, escreveu.
Trump reconheceu o direito de Israel à autodefesa, mas avaliou que a resposta militar foi desproporcional diante da situação que a motivou. Para ele, a continuidade dos confrontos pode ameaçar uma oportunidade diplomática relevante para o Oriente Médio.
Apelo por contenção de Israel e Hezbollah
O presidente dos Estados Unidos destacou que o entendimento em negociação com o Irã inclui esforços para reduzir as tensões no Líbano. Nesse contexto, defendeu que todos os envolvidos interrompam ações ofensivas.
“Estamos muito próximos de um acordo que trará paz para a região, incluindo o Líbano, e todas as partes devem recuar. Não deve haver mais ataques de Israel em qualquer lugar do Líbano, mas também não deve haver mais ataques de qualquer outra parte, incluindo o Hezbollah, contra Israel”, afirmou.
Ao citar o Hezbollah, grupo político e militar libanês que mantém confrontos frequentes com Israel, Trump reforçou a necessidade de reciprocidade na redução das hostilidades, defendendo o fim dos ataques de ambos os lados.
"Não vamos desperdiçar essa oportunidade"
Em sua mensagem, Trump também fez um apelo para que a chance de alcançar um acordo duradouro não seja perdida. “Este pode ser o início de uma paz longa e maravilhosa — não vamos desperdiçar essa oportunidade!”, concluiu.



