Trump critica Israel após retaliação do Irã no Oriente Médio
Presidente dos EUA diz não estar satisfeito com ataque israelense ao Líbano e pede retorno de Teerã às negociações
247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou neste domingo (7) o ataque de Israel contra o Líbano após o Irã lançar mísseis em retaliação ao território israelense, em nova escalada de tensão no Oriente Médio. O político do Partido Republicano concedeu as declarações a Trey Yingst, correspondente-chefe de assuntos internacionais da Fox News, e afirmou que um acordo com Teerã poderia sair em breve, apesar da piora no cenário regional. Os relatos foram divulgados na agência RT.
"O que eu sugiro ao Irã é: eles já lançaram seus mísseis, isso basta. Voltem à mesa de negociações e cheguem a um acordo", declarou o presidente. "Eu ia dizer que o acordo seria assinado na segunda, terça ou quarta-feira, e agora isso está acontecendo", lamentou.
O chefe da Casa Branca também fez um alerta ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo Trump, uma nova ofensiva israelense poderia provocar um contra-ataque de grandes proporções e ampliar ainda mais as tensões no Oriente Médio.
O presidente estadunidense afirmou que os dois lados já realizaram ações militares durante a noite. "Cada lado se divertiu esta noite. Israel fez seu ataque e o Irã fez o seu", disse.
Ataque no Líbano provoca reação de Teerã
A retaliação iraniana ocorreu depois de uma ofensiva surpresa de Israel no Líbano. Segundo Trump, as Forças de Defesa de Israel agiram sem coordenação com Washington.
O presidente dos EUA expressou incômodo com a ação de Tel Aviv contra o Hezbollah, grupo armado xiita que atua no Líbano. "Não estou contente com isso", declarou.
Israel lançou um ataque contra os subúrbios do sul de Beirute neste domingo, poucos dias após o início de um cessar-fogo. A ofensiva ocorreu apesar do apelo dos EUA para que a capital libanesa não sofresse novos ataques.
Houve relatos de vítimas após a ação israelense. Em resposta, Teerã disparou mísseis contra o território israelense, elevando o risco de uma nova rodada de confrontos na região.
A crise expõe divergências entre Washington e Tel Aviv sobre o ritmo das operações militares. Trump tenta pressionar o Irã a voltar à mesa de negociação, ao mesmo tempo em que sinaliza desconforto com ações israelenses no Líbano.
O episódio ocorre em meio a um ambiente de alta instabilidade no Oriente Médio, com ataques cruzados, pressão diplomática e risco de expansão do conflito para além das frentes já abertas entre Israel, Irã e grupos aliados na região.



