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Trump diz que não usaria armas nucleares contra o Irã: "pergunta estúpida"

Presidente dos EUA negou a possibilidade após ser questionado por jornalistas no Salão Oval

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participa de um evento sobre acessibilidade a cuidados de saúde no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 23 de abril de 2026 (Foto: REUTERS/Kylie Cooper)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que não considera o uso de armas nucleares contra o Irã. A declaração foi feita durante uma conversa com jornalistas no Salão Oval, após ser questionado sobre a possibilidade. As informações são da RT Brasil.

Ao responder a uma pergunta sobre o assunto, Trump reagiu de forma imediata. "Não, não precisamos disso. Por que eu precisaria?", disse. Em seguida, criticou o questionamento ao classificá-lo como inadequado. "Por que uma pergunta estúpida como essa seria feita?", completou.

O presidente também argumentou que as agressões militares já seriam suficientes. "Por que eu usaria uma arma nuclear quando já os devastamos totalmente de forma convencional?", afirmou.

Trump negou explicitamente a possibilidade de recorrer a armamento nuclear. "Não, eu não usaria", declarou. Ele ainda acrescentou: "Nunca deveriam permitir que uma arma nuclear seja usada por ninguém".

Cessar-fogo e declarações recentes

Na terça-feira (21), Trump havia anunciado a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, inicialmente estabelecido em 7 de abril. Segundo o presidente, a decisão levou em conta uma suposta divisão interna no governo iraniano e um pedido de mediadores do Paquistão para a suspensão dos ataques.

Nesta quinta-feira (23), o presidente voltou a comentar a situação do país. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que o Irã enfrenta dificuldades internas de liderança. Segundo relatos divulgados por veículos de comunicação dos Estados Unidos, haveria divergências entre negociadores e militares iranianos.

Por outro lado, autoridades iranianas não confirmaram essas informações. A agência Tasnim informou que o país não teria solicitado a extensão do cessar-fogo, indicando divergências sobre a versão apresentada por Washington.

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