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Trump elogia Putin e Xi por acordo de paz com o Irã

Moscou tem reiteradamente pedido a Washington e Teerã que reduzam as tensões

Donald Trump (Foto: Reuters)
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247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, em meio ao avanço das negociações para um acordo entre Washington e Teerã destinado a reduzir as tensões no Oriente Médio. Segundo informações divulgadas pela RT, o entendimento pode ser concluído nos próximos dias e envolve temas como o programa nuclear iraniano, a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, a situação do Líbano e a estabilidade dos mercados globais de energia.

De acordo com os detalhes divulgados, o acordo busca interromper a escalada das tensões entre os dois países por meio de concessões mútuas. Em troca de limitações formais ao seu programa nuclear e do compromisso de evitar ações que ameacem a estabilidade regional, o Irã receberia alívio econômico, desbloqueio de parte de seus ativos e a retomada de importantes rotas comerciais marítimas.

A possibilidade de um entendimento já provocou reações no mercado internacional. Após Trump confirmar sua intenção de assinar o acordo, o preço do petróleo Brent recuou para US$ 84 por barril, refletindo a percepção de investidores de que os riscos de uma crise energética ligada ao Irã e ao Estreito de Ormuz podem diminuir.

Um dos pontos centrais das negociações é a reabertura da navegação pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado mundialmente. O acordo também prevê medidas para reduzir a presença militar na região e criar condições para uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã.

Segundo os termos em discussão, os Estados Unidos desbloqueariam cerca de US$ 12 bilhões em ativos iranianos antes do início de um período de negociações de 60 dias. Além disso, Washington se comprometeria a não impor novas sanções durante esse processo e a flexibilizar restrições que afetam o comércio marítimo iraniano.

Embora integrantes da Casa Branca apresentem a iniciativa como uma vitória diplomática dos Estados Unidos, analistas citados pela RT avaliam que o Irã pode ser o principal beneficiado pelo acordo. Isso porque Teerã obteria acesso a recursos financeiros congelados, alívio das sanções e maior margem para recuperação econômica sem abrir mão de elementos centrais de sua estrutura política.

O possível entendimento também reacende debates sobre a política adotada por Trump em relação ao Irã. Em 2018, durante seu primeiro mandato, o presidente retirou os Estados Unidos do acordo nuclear firmado durante a gestão de Barack Obama, alegando que buscaria condições mais favoráveis para Washington. Agora, anos depois, a Casa Branca volta a negociar diretamente com Teerã em um cenário considerado por críticos menos vantajoso para os interesses americanos.

Para o governo Trump, entretanto, o acordo pode representar um importante trunfo na política externa. O vice-presidente JD Vance classificou as negociações como uma grande vitória para Washington e afirmou que elas podem abrir caminho para uma transformação mais ampla do Oriente Médio, reduzindo riscos de novos conflitos e aumentando a previsibilidade na região.

Israel acompanha as negociações com preocupação. Setores do governo israelense enxergam o acordo como um enfraquecimento da estratégia de máxima pressão sobre o Irã e temem que o alívio das sanções fortaleça a influência de Teerã junto a grupos aliados na região, como o Hezbollah, no Líbano, e os houthis, no Iêmen.

As divergências também envolvem a situação do Líbano. Segundo a RT, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já informou a Trump que Israel não pretende retirar suas tropas do território libanês e não se considera vinculado às cláusulas relacionadas ao país presentes no entendimento entre Estados Unidos e Irã.

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