Trump volta a ameaçar o Irã e diz que enviou uma "grande força" ao Oriente Médio
Envio de força naval ocorre em meio a tensões e sanções anunciadas por Washington
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um discurso de confronto contra o Irã nesta quinta-feira (22) ao afirmar que uma "grande força" militar está sendo deslocada para o Oriente Médio. A declaração foi feita durante uma entrevista concedida a jornalistas enquanto o presidente viajava a bordo do Air Force One. Segundo o G1, Trump afirmou que a movimentação tem caráter preventivo e que Washington acompanha de perto as ações do governo iraniano em meio ao aumento das tensões regionais.
Deslocamento de navios militares
“Temos muitos navios indo naquela direção, só por precaução. Temos uma grande flotilha seguindo para lá. Vamos ver o que acontece”, afirmou o presidente dos Estados Unidos. “Prefiro que nada aconteça, mas estamos observando o país muito de perto”, acrescentou em seguida.
As falas ocorrem em meio a informações veiculadas pela imprensa estadunidense sobre o deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e de navios de escolta. As embarcações deixaram o Mar do Sul da China na semana passada com destino ao Oriente Médio, segundo relatos de autoridades ouvidas por veículos dos Estados Unidos.
Sanções econômicas e impacto internacional
Além do aspecto militar, Donald Trump confirmou que pretende endurecer as sanções econômicas contra o Irã. Segundo o presidente dos Estados Unidos, uma tarifa de 25% será aplicada a todos os países que mantiverem relações comerciais com Teerã. De acordo com Trump, a medida entrará em vigor “muito em breve”.
O anúncio pode ter reflexos diretos para o Brasil. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do Irã, principalmente ureia, pistache e uvas secas. No mesmo período, as exportações brasileiras ao país somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar.
Recuo recente e pressão nos bastidores
As novas ameaças contrastam com declarações feitas por Donald Trump nos últimos dias, quando ele havia reduzido o tom em relação ao Irã. Na ocasião, ele chegou a sugerir uma possível intervenção em resposta à repressão do regime iraniano contra protestos internos, mas recuou após pressões.
Segundo a imprensa norte-americana, integrantes da alta cúpula da Casa Branca e governos do Oriente Médio atuaram para conter uma escalada militar. O jornal The New York Times informou que Israel também solicitou que Trump adiasse qualquer ofensiva direta.
Escalada militar e reação iraniana
Apesar do recuo momentâneo, o governo iraniano afirmou que atacará alvos estadunidenses no Oriente Médio caso seja bombardeado. Diante das ameaças, os Estados Unidos e países aliados recomendaram que seus cidadãos deixassem o território iraniano, enquanto bases militares dos EUA na região foram parcialmente esvaziadas.
No cenário interno do Irã, as manifestações perderam força nas últimas semanas. Na quarta-feira (21), o regime admitiu que mais de 3 mil pessoas morreram durante os protestos, embora organizações de direitos humanos afirmem que o número de vítimas seja maior.


