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UE pode adotar medidas contra Meta por bloqueio de serviços de inteligência artificial concorrentes no WhatsApp

Reguladores investigam possível prejuízo à concorrência e risco à inovação digital

WhatsApp (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

247 - A União Europeia ameaçou adotar medidas provisórias contra a Meta caso a empresa não permita o uso de serviços de inteligência artificial concorrentes dentro do WhatsApp. A Comissão Europeia avalia que a empresa pode ter abusado de posição dominante ao restringir o acesso de assistentes de IA rivais ao aplicativo de mensagens, favorecendo exclusivamente o Meta AI. As informações são da RFI.

Reguladores europeus afirmaram que estudam impor medidas emergenciais para evitar danos graves ao mercado enquanto a investigação segue em andamento. A investigação teve início no fim de 2024 e analisa se as políticas de inteligência artificial da empresa prejudicam a concorrência ao impedir que outras companhias operem no WhatsApp. Autoridades avaliam que a restrição pode limitar inovação e escolha de ferramentas digitais para usuários.

UE avalia medidas rápidas para preservar concorrência

A vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela área de concorrência, Teresa Ribera, afirmou que o bloco avalia impor medidas rápidas para preservar o acesso de concorrentes ao mercado de IA. Ela declarou que a inteligência artificial traz inovações ao consumidor e que é necessário garantir concorrência efetiva no setor.

A Comissão Europeia também indicou que não pretende permitir que grandes empresas de tecnologia utilizem posição dominante para obter vantagem indevida no mercado digital. Em outubro, a Meta comunicou a empresas que utilizam o WhatsApp que passaria a restringir o uso de serviços de IA independentes dentro do aplicativo. A política entrou em vigor em 15 de janeiro e afetou chatbots usados para atendimento automatizado.

Meta nega violação e critica interpretação europeia

A empresa nega violar regras europeias de concorrência. A Meta afirmou que existem diversas opções de inteligência artificial disponíveis em aplicativos, sistemas operacionais e sites, e criticou a interpretação da Comissão Europeia sobre o funcionamento do WhatsApp como canal de distribuição de chatbots.

Em dezembro, a companhia justificou a política afirmando que a multiplicação de chatbots sobrecarregaria sistemas que não foram projetados para suportar esse volume de processamento. O governo de Donald Trump acusa a União Europeia de utilizar regulações digitais rígidas para atingir grandes empresas de tecnologia estadunidenses.

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