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Unesco condena assassinato de meninas iranianas por Trump e Netanyahu

Agência da ONU afirma que ataque a unidade feminina em Minab matou mais de 160 pessoas e fere normas internacionais de proteção às escolas

Meninas assassinadas no Irã (Foto: Reprodução redes sociais)

247 – A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) declarou estar profundamente alarmada com os impactos da escalada militar em curso no Oriente Médio sobre instituições de ensino, estudantes e profissionais da educação. Em nota oficial, a agência classificou como uma grave violação do direito internacional humanitário o bombardeio a uma escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do Irã. Mais de 160 pessoas foram assassinadas por Donald Trump e Benjamin Netanyahu – a maioria meninas.

De acordo com a Unesco, “o assassinato de alunos em um local dedicado à aprendizagem constitui uma grave violação da proteção concedida às escolas pelo direito internacional humanitário”. A entidade ressaltou que ataques contra instituições educacionais colocam em risco estudantes e professores, além de comprometerem o direito fundamental à educação.

Segundo autoridades iranianas, mais de 160 pessoas morreram no bombardeio, a maioria estudantes. Relatos iniciais mencionavam mais de 100 mortos, mas o número foi posteriormente atualizado pelas autoridades locais.

A Unesco afirmou que o ataque ocorreu no contexto da atual escalada militar na região e reiterou que todas as partes envolvidas em conflitos armados têm a obrigação de proteger escolas, alunos e profissionais da educação.

A agência também recordou as disposições da Resolução 2601 (2021) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que condena ataques a escolas e conclama os Estados a adotarem medidas para prevenir a violência contra instituições de ensino em situações de conflito.

Em seu posicionamento, a Unesco enfatizou que a proteção de ambientes educacionais é um princípio central do direito internacional humanitário e parte essencial de seu mandato como organismo das Nações Unidas voltado à promoção da educação.

O episódio amplia a preocupação internacional com os efeitos da escalada militar no Oriente Médio sobre a população civil, especialmente crianças e adolescentes, em meio ao agravamento das tensões regionais.

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