Rússia pede cessar-fogo e condena agressão dos EUA e Israel ao Irã
Chancelaria russa diz que ataques visam o “colapso” do processo de normalização das relações entre o Irã e seus vizinhos árabes
247 - A Rússia defendeu um cessar-fogo imediato no Oriente Médio diante da intensificação do conflito após ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, seguidos por ações retaliatórias de Teerã em diferentes pontos da região. O posicionamento ocorre em meio ao temor de que a ofensiva militar se amplie e envolva novos países.
Segundo a CNN, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou estar preocupado com a expansão da campanha militar, classificada por Moscou como “agressão dos EUA e de Israel”. Para o governo russo, a escalada representa um risco direto à estabilidade regional.
Em nota oficial, a chancelaria russa afirmou que o conflito não se limita a uma eventual mudança de regime em Teerã, mas também pode ter como objetivo provocar o “colapso” do processo de normalização das relações entre o Irã e seus vizinhos árabes. O ministério reiterou a necessidade de um cessar-fogo imediato e condenou o bombardeio a uma escola feminina na cidade iraniana de Minab, ataque que resultou na morte de crianças.
No campo diplomático, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, manteve conversas separadas nesta segunda-feira (2) com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. As tratativas ocorreram em meio ao agravamento das hostilidades e à crescente preocupação internacional com a possibilidade de um conflito de maiores proporções.
De acordo com o Kremlin, Putin afirmou ao líder dos Emirados que Moscou tem atuado para promover uma solução pacífica para o programa nuclear iraniano e buscar “compromissos mutuamente aceitáveis”. O presidente russo também agradeceu aos Emirados pelo apoio oferecido a cidadãos russos que se encontram no país.
Ainda segundo o governo russo, tanto Putin quanto o emir do Catar manifestaram apreensão quanto ao risco de o conflito se expandir e envolver terceiros países, além de expressarem expectativa por uma “rápida desescalada” das hostilidades.
A movimentação diplomática de Moscou ocorre em um momento de forte tensão no Oriente Médio, com impactos diretos sobre a segurança regional e as relações entre o Irã e as potências ocidentais.


