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EUA recuam e Hegseth diz que EUA não querem mais mudar regime no Irã após agressão desastrosa

Secretário de Defesa dos Estados Unidos também diz que o confronto não deve ser comparado à Guerra do Iraque: “isso não é interminável”

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth - 30/09/2025 (Foto: Andrew Harnik/Pool via REUTERS)

247 - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira (2) que os ataques norte-americanos contra o Irã não têm como finalidade promover uma mudança de regime no país. A declaração ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e às reações internacionais às ações militares conduzidas por Washington.

Hegseth buscou afastar a interpretação de que a ofensiva teria como objetivo derrubar o governo iraniano, embora tenha reconhecido mudanças na liderança do país. “Esta não é uma chamada guerra de mudança de regime, mas o regime certamente mudou e o mundo está melhor por isso”, declarou.

Ao comentar a origem do conflito, o secretário argumentou que os Estados Unidos não iniciaram as hostilidades. Segundo ele, o Irã realizou ataques ao longo de décadas, em uma espécie de confronto contínuo contra os norte-americanos. “Nós não começamos esta guerra, mas sob o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estamos encerrando-a”, afirmou.

Hegseth também classificou as ações iranianas como parte de uma “guerra unilateral contra a América”, sustentando que a atual resposta militar faz parte de uma estratégia para concluir um embate que, segundo sua avaliação, já vinha sendo travado há anos.

O secretário de Defesa ainda afirmou que o confronto com o Irã não deve ser comparado à Guerra do Iraque. Segundo ele, Washington não repetirá o que classificou como um impasse prolongado de reconstrução nacional ocorrido há duas décadas. “Isso não é o Iraque”, declarou. “Isso não é interminável. Eu estive lá nas duas. Nossa geração sabe mais, e este presidente também. Ele chamou os últimos 20 anos de guerras de construção nacional de tolas, e ele está certo">

Hegseth acrescentou que a operação militar em curso teria objetivos claros e delimitados. “É o oposto”, afirmou. “Esta operação é uma missão clara, devastadora e decisiva: destruir a ameaça de mísseis, destruir a Marinha, sem armas nucleares".

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