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União Europeia amplia sanções contra Rússia e mira empresas, autoridades e jornalistas

Novo pacote da União Europeia inclui mais de 80 pessoas e organizações em lista de restrições contra interesses russos

Rússia e União Europeia (Foto: Sputnik/Vladimir Sergeev)
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247 - A União Europeia anunciou um novo pacote de sanções contra a Rússia, ampliando a lista de restrições a mais de 80 indivíduos e organizações, incluindo autoridades, empresas, instituições e representantes de países considerados próximos de Moscou.

As informações são da TASS, que reuniu os principais pontos do regulamento aprovado pelo Conselho Europeu nesta segunda-feira, 15 de junho, em Bruxelas. As medidas reforçam a política de pressão do bloco europeu contra setores políticos, econômicos, tecnológicos, militares e culturais vinculados à Rússia.

Entre os nomes incluídos na nova lista de sanções está Alexander Gutsan, procurador-geral da Rússia. O advogado russo Pavel Astakhov, que já atuou como ombudsman, também passou a integrar a relação de pessoas atingidas pelas restrições da União Europeia.

O pacote alcança ainda jornalistas e blogueiros, incluindo profissionais que colaboram com a RT, veículo de notícias russo. A inclusão desses nomes amplia o alcance das medidas para o campo da comunicação, além dos setores político e empresarial.

A União Europeia também adicionou à lista de sanções a região metropolitana de Simferopol e Tikhon, na Crimeia. A medida integra o conjunto de restrições relacionadas a territórios e estruturas associadas à presença russa na península.

No setor empresarial, as sanções atingem companhias como Lukoil-West Siberia e Gazprom Shipping. As duas empresas passam a figurar entre os alvos das novas medidas restritivas do bloco europeu.

O Conselho Europeu também impôs restrições à Fundação Presidencial Russa para Iniciativas Culturais. A decisão amplia o alcance das sanções para instituições ligadas à promoção de atividades culturais e iniciativas públicas na Rússia.

Outra organização incluída no novo pacote é a empresa controladora da Ntechlab, desenvolvedora de sistemas de reconhecimento facial. A medida indica que o setor tecnológico russo continua no centro das ações restritivas adotadas pela União Europeia.

A lista também inclui empresas e instituições ligadas aos setores militar, aeroespacial e de pesquisa. Foram citadas a Lavochkin, empresa vinculada à Roscosmos, o parque tecnológico de inovação militar Era, a Fábrica de Aviação de Izhevsk e o 18º Instituto Central de Pesquisa do Ministério da Defesa da Rússia.

Além disso, a União Europeia introduziu restrições ao Fundo de Pesquisa Avançada, entidade associada ao desenvolvimento de projetos estratégicos. Com a nova rodada de medidas, o bloco europeu busca ampliar a pressão sobre áreas consideradas sensíveis da estrutura estatal, industrial e tecnológica russa.

O novo pacote reforça a estratégia europeia de ampliar o isolamento de setores russos por meio de sanções direcionadas a autoridades, empresas, instituições culturais, organizações de pesquisa, estruturas militares e profissionais da comunicação.

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