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Aguardamos definições do FGC e do BC sobre recomposição do fundo, diz presidente do Bradesco

Marcelo Noronha diz que medida não afeta resultado do banco, mas pode gerar custo de carrego com antecipação de contribuições ao fundo

Marcelo Noronha (Foto: Divulgação/Bradesco)

247 - O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que ainda espera uma definição do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e do Banco Central sobre como será feita a recomposição do caixa do fundo após o pagamento de garantias relacionadas ao caso envolvendo o Master.

A declaração foi dada em meio às discussões sobre o impacto do desembolso do FGC e sobre como o sistema financeiro irá reorganizar as contribuições para reequilibrar o fundo.

Segundo reportagem publicada pelo Valor Econômico, Noronha evitou antecipar detalhes e disse que o Bradesco ainda aguarda uma orientação oficial antes de se pronunciar com mais clareza. “Estamos aguardando as definições pra poder falar”, afirmou.

O executivo destacou que, apesar do tema envolver diretamente o funcionamento do mecanismo de proteção a depositantes, a intenção das instituições e dos órgãos responsáveis é reduzir eventuais efeitos sobre o sistema financeiro como um todo. “O objetivo de todas as partes é que se minimizem os impactos para o sistema”, declarou.

Noronha explicou que, do ponto de vista contábil e financeiro, a recomposição do fundo não deve afetar diretamente o desempenho do banco, mas pode gerar custos indiretos caso haja necessidade de antecipação das contribuições ao FGC. “Isso não bate em resultado. Você adianta para o fundo [as contribuições para o FGC] e tem um custo de carrego, porque você perde o floating”, disse.

Ele acrescentou que há esforços em andamento para que a solução cause o menor impacto possível. “Mas estão todos trabalhando para minimizar os sistemas”, afirmou.

A recomposição do caixa do FGC tornou-se um tema sensível no mercado após o acionamento das garantias ligadas ao Master, reacendendo discussões sobre a robustez do fundo e o modelo de financiamento do mecanismo de proteção bancária. A expectativa agora é de que FGC e Banco Central definam em conjunto como será feita a reposição dos recursos e em que ritmo as instituições financeiras deverão contribuir.

Até o momento, não foram divulgados prazos nem valores oficiais sobre a recomposição.

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