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BYD busca retomada de benefícios em meio a avanço lento no Brasil

Montadora tenta reativar isenção sobre kits importados enquanto fábrica na Bahia ainda não opera com produção plena

BYD busca retomada de benefícios em meio a avanço lento no Brasil (Foto: Divulgação BYD)
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247 - A BYD busca a retomada de benefícios fiscais em meio ao avanço ainda limitado de sua produção no Brasil, especialmente na fábrica instalada na Bahia, onde a montadora chinesa tenta ampliar a nacionalização de componentes de veículos elétricos. As informações são da coluna de Julio Wiziack, no UOL.

Segundo a coluna, a empresa tenta recuperar a isenção do imposto de importação sobre kits de veículos elétricos. Para que o pedido avance, é necessário o aval do CAT, etapa que permitiria submeter o pleito ao Gecex, Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, responsável por definir tarifas de importação, cotas e outros instrumentos da política comercial brasileira.

A BYD já conta com incentivos de ICMS concedidos pelo governo da Bahia, estado onde instalou sua unidade fabril. A empresa, porém, busca mais tempo para produzir veículos com maior quantidade de componentes nacionais e, com isso, acessar benefícios federais. Até o momento, segundo a reportagem, a montadora importa os carros praticamente prontos.

A articulação da fabricante chinesa ganhou força em 20 de maio, quando Tyler Li, presidente da BYD no Brasil, participou de audiência com Geraldo Alckmin, então ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Pessoas que acompanharam a reunião afirmaram à coluna que a BYD foi enfática ao pedir a retomada da isenção das cotas.

Técnicos do governo defenderam a decisão adotada anteriormente, mas Jerônimo Rodrigues afirmou que o tema deveria ser tratado diretamente com o Palácio do Planalto. Na segunda-feira (15), em reunião com o atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, a BYD reiterou sua posição. Procurado pela coluna, Elias Rosa não respondeu.

O benefício de importação com alíquota zero para kits expirou em janeiro. Na época, a decisão provocou divergência dentro do governo. Rui Costa defendia o pedido da BYD, enquanto Fernando Haddad era contrário à concessão do benefício para importados.

Após discussão interna, o governo concedeu o benefício por seis meses, embora a BYD tivesse solicitado três anos. Também decidiu antecipar de 2027 para julho de 2026 a elevação do imposto de importação sobre carros elétricos completos.

A movimentação da BYD ocorre enquanto concorrentes chinesas ou associadas a grupos chineses avançam em projetos de fabricação local. A Stellantis anunciou a produção de veículos da Leapmotor em Pernambuco a partir de 2027. A Renault Geely começará a fabricar os modelos EX2 e EX5, da Geely, no Paraná ainda neste ano. A Caoa trouxe a Changan e iniciou a produção do Uni-T em Goiás.

A GM também iniciou a produção do Spark no Ceará e já anunciou a ampliação da operação com a fabricação do Captiva elétrico. Segundo a coluna, a estratégia da empresa tem sido ampliar a nacionalização de componentes, em vez de apostar na importação.

Nesta semana, o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, disse que veículos da marca podem ter aumento de preço caso os benefícios de importação não sejam reativados pelo governo. Os modelos que podem sofrer reajuste são Seal, Sealion e Atto 8.

A BYD assumiu o compromisso de criar 10 mil empregos diretos em sua fábrica até o fim deste ano. Atualmente, a operação conta com cerca de 5 mil trabalhadores. Procurado pela coluna, Baldy não respondeu.

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