Departamento de Justiça dos EUA aprova aquisição da Warner Bros pela Paramount
Órgão concluiu que negócio de US$ 110 bilhões não ameaça concorrência em streaming, TV tradicional e cinema
Reuters – A Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que aprovou a planejada aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance Corp, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões.
Em comunicado divulgado na sexta-feira (12), autoridades do Departamento de Justiça afirmaram ter concluído que a transação não representa ameaça à concorrência nos mercados de streaming, televisão tradicional ou cinema.
A aprovação oferece à Paramount mais um aval regulatório para sustentar sua defesa diante de possíveis contestações ao negócio por parte de governos estaduais.
Em abril, a Paramount também solicitou à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) autorização para investimentos estrangeiros que apoiam a aquisição. Senadores estadunidenses manifestaram preocupação com a participação de fundos soberanos do Oriente Médio e de empresas chinesas na operação. A FCC ainda não tomou uma decisão sobre o tema.
Analistas já esperavam que o Departamento de Justiça não contestasse a transação devido às conexões políticas da Paramount. O pai do diretor-executivo da empresa, David Ellison, é o bilionário Larry Ellison, cofundador da Oracle, que cultivou relações com o presidente Donald Trump. Além disso, a companhia contratou ex-integrantes da administração Trump.
O procurador-geral adjunto Omeed Assefi havia afirmado que considerações políticas "de forma alguma" influenciariam a análise do Departamento de Justiça sobre o negócio.
A Paramount sustenta que a operação não apresenta problemas antitruste e argumenta que a empresa resultante da fusão ampliará a pressão competitiva sobre Disney e Netflix.
No entanto, diversos profissionais de Hollywood — entre eles atores, diretores, roteiristas e produtores — manifestaram preocupação de que a fusão possa resultar em menos empregos e em menor diversidade de narrativas.
Na semana passada, fontes familiarizadas com o assunto disseram à Reuters que Califórnia, Nova York e outros estados dos EUA estão preparando uma ação judicial para tentar impedir a concretização do acordo.



