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Warner Bros assina acordo de US$ 110 bilhões com a Paramount, diz Reuters

Em áudio de reunião interna, executivo afirma que Netflix abriu mão de igualar oferta e confirma assinatura do acordo

Uma imagem aérea captada por drone mostra o complexo de estúdios da Warner Bros. em Burbank, Califórnia, Estados Unidos, em 20 de janeiro de 2026 (Foto: REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo)

Reuters – A Warner Bros Discovery (WBD.O) concordou em ser adquirida pela Paramount Skydance (PSKY.O) em um acordo de US$ 110 bilhões assinado na manhã de sexta-feira (27), segundo um áudio de uma reunião global interna da empresa analisado pela Reuters.

"A Netflix tinha o direito legal de igualar a oferta da PSKY. Como todos sabem, no fim das contas eles decidiram não fazer isso. Isso então resultou em um acordo assinado com a PSKY nesta manhã. Portanto, é assim que as coisas estão neste momento", disse Bruce Campbell, diretor de receita e estratégia da Warner Bros, durante a reunião.

Paramount e Warner Bros não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

O acordo encerra uma disputa após a Netflix optar por não igualar a oferta mais recente da Paramount, de US$ 31 por ação, considerada superior pela Warner Bros em relação à proposta de US$ 27,75 por ação apresentada pela pioneira do streaming por seus ativos de estúdio e streaming.

As ações da Paramount subiram 24%, enquanto as da Netflix avançaram 13%, com investidores reagindo positivamente à decisão da empresa de sair da disputa pela Warner Bros.

Aprovação antitruste na União Europeia não deve ser obstáculo

Espera-se que a Paramount obtenha aprovação antitruste da União Europeia sem grandes dificuldades, e eventuais exigências de desinvestimentos devem ser limitadas, informou a Reuters nesta sexta-feira, citando fontes.

No entanto, a fusão chamou a atenção do procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que afirmou que o estado está investigando o acordo da Paramount e será "rigoroso" em sua análise. O negócio, que inclui cerca de US$ 29 bilhões em dívidas, está entre as maiores reestruturações do setor de mídia em Hollywood e criará um dos maiores estúdios de cinema do mundo, permitindo que a Paramount explore o vasto portfólio de propriedade intelectual da Warner, incluindo franquias como "Animais Fantásticos" e "Matrix".

O acordo também permitirá que a Paramount fortaleça suas iniciativas de streaming, com uma possível combinação entre HBO Max e Paramount+, ampliando sua participação de mercado e competindo com a líder do setor, Netflix.

A Paramount vinha tentando adquirir a Warner Bros desde o fim do ano passado, quando iniciou uma campanha hostil para tomar o controle da empresa do gigante do streaming, elevando sucessivamente sua oferta.

A empresa, liderada por David Ellison, filho do bilionário Larry Ellison, convenceu o conselho da Warner a retomar as negociações ao sinalizar a possibilidade de uma proposta em dinheiro mais vantajosa.

Em sua proposta revisada, a Paramount elevou a multa rescisória a ser paga caso o acordo não obtenha aprovação regulatória para US$ 7 bilhões, ante US$ 5,8 bilhões.

A Paramount também concordou em pagar a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner Bros deve à Netflix.

A investidora ativista Ancora Holdings, que detém uma pequena participação na Warner Bros, também intensificou a pressão para que a empresa negociasse mais com a Paramount.

Parlamentares de ambos os partidos dos EUA manifestaram preocupação de que qualquer acordo para aquisição da Warner Bros possa resultar em menos opções e preços mais altos para os consumidores.

Operadores de cinemas também demonstraram preocupação de que a combinação de grandes estúdios de Hollywood possa levar à perda de empregos e à redução do número de filmes lançados nas salas de cinema.

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