HOME > Negócios

FNP aceita acordo e greve na Petrobras chega ao fim

Paralisação de 16 dias é encerrada com adesão da FNP à contraproposta, após impasse sobre previdência e política de remuneração

Fachada de prédio da Petrobras no Rio de Janeiro 04/2025 (Foto: Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - A greve dos trabalhadores da Petrobras foi oficialmente encerrada nesta quarta-feira (31), após a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) decidir aceitar a contraproposta apresentada pela estatal para o acordo coletivo de trabalho. A paralisação durou 16 dias e envolveu unidades estratégicas da companhia, incluindo áreas de produção de petróleo e gás.

Segundo a Folha de São Paulo, na terça-feira (30), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) já haviam aprovado uma proposta semelhante, mas setores ligados à FNP ainda mantinham a greve, inclusive na Bacia de Santos, principal polo produtor do país.

O movimento grevista teve origem em uma série de divergências entre trabalhadores e a direção da Petrobras. Entre os pontos centrais do conflito estavam o déficit do fundo de pensão da empresa e mudanças sugeridas na política de remuneração dos funcionários, além de críticas mais amplas à orientação estratégica da companhia.

Em nota, a FNP destacou que a mobilização extrapolou a pauta salarial e envolveu uma disputa sobre o modelo de gestão da estatal. “Não foi apenas uma greve por índices salariais e direitos, foi também uma disputa de rumos da política da Petrobras. Sob o lema ‘Menos Acionista, Mais ACT [Acordo Coletivo de Trabalho]’, enfrentamos a lógica que prioriza dividendos em detrimento de quem sua a camisa de verdade dentro da empresa”, afirmou a federação.

A Petrobras confirmou, em comunicado separado, que a greve foi encerrada após a aceitação da oferta por todos os sindicatos envolvidos. A empresa, no entanto, não divulgou detalhes adicionais sobre os termos do acordo firmado com as entidades representativas.

Ainda segundo a estatal, a paralisação não provocou impactos na produção nem no abastecimento de combustíveis no mercado nacional, apesar da adesão de unidades localizadas em regiões-chave para o setor energético brasileiro.

Artigos Relacionados