Vale lucra R$ 9,95 bilhões no primeiro trimestre e avança com alta nas vendas de minério, cobre e níquel
Resultado da mineradora cresce 22% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado por maiores volumes, preços mais altos e melhora operacional
247 – A Vale encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 9,953 bilhões, alta de 22% em relação aos R$ 8,164 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Os dados constam do balanço divulgado ao mercado nesta terça-feira (28), segundo reportagem do jornal Valor Econômico.
A receita líquida da mineradora somou R$ 48,680 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 3% na comparação anual, quando havia alcançado R$ 47,411 bilhões.
O Ebitda ajustado, indicador que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, chegou a R$ 20,105 bilhões no trimestre, avanço de 11% frente aos R$ 18,189 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025.
Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado por maiores volumes e preços de venda, embora parcialmente compensado pelo efeito negativo da valorização do real.
O preço médio de venda do minério de ferro, principal produto da Vale, foi de US$ 95,8 por tonelada, alta de 5,5% em relação aos três primeiros meses de 2025. As vendas de minério de ferro cresceram 4% em volume.

A empresa também registrou avanço nas vendas de metais básicos. As vendas de cobre subiram 11%, enquanto as de níquel cresceram 15% na comparação anual.
Em dólares, o lucro líquido da Vale foi de US$ 1,89 bilhão, alta de 36%. A receita líquida alcançou US$ 9,25 bilhões, avanço de 14% sobre o primeiro trimestre do ano anterior.
“As vendas de minério de ferro, cobre e níquel aumentaram 4%, 11% e 15% na comparação anual, respectivamente”, informou a companhia em nota.
O Ebitda em dólares foi de US$ 3,83 bilhões, crescimento de 23%. Já os investimentos, ou capex, totalizaram US$ 1,1 bilhão, em linha com a projeção anual de US$ 5,4 bilhões a US$ 5,7 bilhões para 2026.
A dívida líquida expandida da Vale ao fim do primeiro trimestre era de US$ 17,79 bilhões, queda anual de 2%.
O presidente da companhia, Gustavo Pimenta, afirmou que a eficiência de custos segue sendo um fator central para preservar a competitividade da mineradora.
“Nosso portfólio flexível nos permitiu capturar oportunidades em um ambiente de mercado robusto”, disse Pimenta.
A Vale informou ainda que a execução do acordo de reparação integral de Brumadinho segue avançando, com cerca de 81% dos compromissos concluídos até o primeiro trimestre de 2026, dentro dos prazos estabelecidos.
No caso de Mariana, o programa de reparação da Samarco também continua em evolução. Segundo a companhia, R$ 74,7 bilhões haviam sido desembolsados até 31 de março de 2026.



