Lindbergh: do início ao fim, marcha de Nikolas foi marcada pela irresponsabilidade
Líder do PT afirmou que, em todos os momentos, Nikolas brincou com a vida das pessoas
247 – O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou em post que, “do início ao fim”, a marcha convocada pelo deputado Nikolas Ferreira a Brasília, em defesa da libertação dos condenados pela tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro, foi marcada pela irresponsabilidade.
Segundo o parlamentar, o ato começou com bloqueios e ocupação da BR-040 sem comunicação à PRF, ao DNIT ou a “autoridades competentes”, e terminou neste domingo (25), sob forte tempestade, quando um raio atingiu os manifestantes, levando mais de 30 pessoas ao hospital e deixando oito em estado grave.
Caminhada na BR-040 sem aviso e com risco na estrada
Ao descrever a mobilização, Lindbergh acusou os organizadores de terem saído “caminhando pela BR-040” sem informar órgãos responsáveis pela segurança e pela gestão da rodovia. Ele afirma que o grupo “fechou pista” e “ocupou a via”, agravando o risco para participantes e para quem trafegava na região.
O deputado também citou episódios de improviso ao longo do trajeto: “Teve até helicóptero pousando na borda da estrada”, escreveu, sustentando que a marcha “brincou com a vida das pessoas”.
Tempestade em Brasília e mastro improvisado como para-raios
No encerramento, Lindbergh disse que a “irresponsabilidade” teria se repetido ao não haver dispersão do ato mesmo com “tempestade forte em Brasília”.
De acordo com sua publicação, “um mastro improvisado virou para-raios” e o resultado foi o atendimento hospitalar de dezenas de pessoas, com casos graves. Ele também criticou a postura de Nikolas após o episódio, afirmando que o deputado fez “um discurso confuso” e “sem uma palavra de solidariedade às vítimas”.
O escândalo do Master
Ainda segundo o líder do PT, Nikolas teria encerrado a manifestação atacando Alexandre de Moraes, afirmando que “é só o começo” e concluindo com uma oração “contra a corrupção”. Lindbergh relacionou o gesto ao que chamou de tentativa de desviar o foco do “escândalo do Banco Master”, mencionando “Vorcaro no centro”, “ligação com Fabiano Zettel, Igreja da Lagoinha e o próprio Nikolas”. Para ele, a marcha buscou produzir “cortina de fumaça”, mas “não ultrapassou a bolha bolsonarista”.
Ao final do post, Lindbergh afirmou que “as investigações da PF seguirão” e que a reação política virá com “campanha no (pré)carnaval contra a anistia”, “em defesa do veto presidencial ao PL da Dosimetria” e “pelo fim da escala 6x1”.

