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Lula critica ataques ao Irã e pede que líderes mundiais "parem com esta loucura de guerra"

Em evento na Espanha, presidente cobrou líderes da ONU e criticou narrativa sobre projeto nuclear iraniano

Presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou os ataques ao Irã e fez um apelo direto às principais lideranças globais para interromper a escalada de conflitos. Em discurso neste sábado, em Barcelona, o presidente questionou a narrativa sobre o programa nuclear iraniano e defendeu ações urgentes para conter a guerra.

As declarações foram feitas em um discurso na 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, realizada em Barcelona, e incluíram cobranças aos países que integram o Conselho de Segurança da ONU, entre eles os Estados Unidos, presididos por Donald Trump, além de China, Rússia, França e Reino Unido.

Críticas à narrativa sobre o Irã

Durante o discurso, Lula afirmou que há uma construção de justificativas para legitimar ações militares contra o país do Oriente Médio. “Estão atrás outra vez de construir a ideia de que o Irã iria construir uma bomba atômica. Eles não iriam construir uma bomba atômica. Nós precisamos acabar com essa história de contar mentiras sobre as pessoas para depois destruir as pessoas”, declarou.

O presidente brasileiro também criticou a disseminação de informações que, segundo ele, servem como base para conflitos internacionais, defendendo maior responsabilidade na condução de crises globais.

Escalada de tensões no Oriente Médio

O cenário internacional se agravou após ofensivas iniciadas no fim de fevereiro pelo governo de Donald Trump, com apoio de Israel, contra o Irã. Em resposta, o país lançou mísseis e drones contra alvos israelenses e bases americanas na região.

As tensões se intensificaram ainda mais com ameaças e recuos por parte de Washington, além do bloqueio do estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

Apelo direto aos líderes mundiais

Lula também dirigiu um apelo direto aos chefes de Estado das principais potências globais, pedindo uma atuação mais efetiva em favor da paz.

“Eu queria dizer ao presidente Trump, ao presidente (da China) Xi Jiping, ao presidente (da Rússia) Putin, ao presidente (da França) Macron e ao presidente (primeiro-ministro da Inglaterra, Keir Starmer), que são os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, pelo amor de Deus cumpram com suas obrigações de garantir a paz no mundo, convoquem uma reunião e parem com essa loucura de guerra porque o mundo não comporta mais”, afirmou.

Defesa da diplomacia

Ao final, o presidente reforçou a necessidade de soluções diplomáticas e da atuação multilateral para evitar o agravamento da crise, destacando que o mundo enfrenta limites diante de novos conflitos de grande escala.

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