Alcolumbre sai em defesa de Jaques Wagner: "as verdades virão à tona"
Presidente do Senado presta solidariedade a Jaques Wagner após operação da PF e defende presunção de inocência
247 - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master, e afirmou que é preciso aguardar o avanço das investigações antes de qualquer conclusão.
A declaração de Alcolumbre foi dada em defesa de Wagner e incluiu críticas ao que o presidente do Senado classificou como uma inversão do princípio da presunção de inocência. O parlamentar disse confiar que os fatos envolvendo o senador petista serão esclarecidos no decorrer do processo.
Alcolumbre afirmou prestar “solidariedade integral” a Jaques Wagner. Ao comentar a operação, o presidente do Senado ressaltou que o colega deve ter o direito de se defender e que as acusações precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.
O presidente do Senado também afirmou acreditar que a versão de Wagner será apresentada ao longo das investigações. Para ele, não cabe antecipar condenações antes da conclusão do processo legal. “Tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona”, disse.
Ao tratar do caso, Alcolumbre defendeu a presunção de inocência, princípio segundo o qual uma pessoa só pode ser considerada culpada após o trânsito em julgado, quando não há mais possibilidade de recursos em um processo judicial. “É lá nesse dia que a pessoa poderá ser condenada ou inocentada”, afirmou.
O presidente do Senado criticou ainda o que considera uma tendência de tratar investigados como culpados antes do fim das apurações. Sem citar nomes de adversários políticos, Alcolumbre disse que esse entendimento contraria garantias fundamentais do processo legal. “A gente precisa ter a compreensão de que esse mantra de que todo mundo é culpado até que se prove o contrário está errado”, declarou.



