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‘Bolsonarismo também quer livrar a cara de milicianos com o PL da Dosimetria’, denuncia Lindbergh

Segundo o parlamentar, o projeto defendido pela oposição beneficia criminosos como o “Major Ronald”, condenado pelo STF no caso Marielle. Vídeo

Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou nesta segunda-feira (27) que o projeto de lei da dosimetria pode beneficiar não apenas condenados por ações golpistas, como também criminosos como o de Ronald Paulo de Alves Pereira, o “Major Ronald”, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 56 anos de prisão após ser acusado de monitorar a rotina da ex-vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), assassinada por integrantes do crime organizado março de 2018 no município do Rio de Janeiro.

O PL da Dosimetria voltou à pauta do Congresso Nacional e será debatida em sessão marcada para a próxima quinta (30). Em um vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a proposta pode favorecer pessoas condenadas por crimes graves. “Estão beneficiando traficantes, milicianos, pedófilos, estupradores. Estão querendo livrar a cara do Bolsonaro, dos generais golpistas, mas também dos seus amigos milicianos”.

Estudo aponta redução de tempo de prisão

O alerta do parlamentar se baseia em análise elaborada pelo consultor Lucas de Oliveira Jaques. O estudo compara regras de progressão de pena após a aprovação da chamada Lei Antifacção, ou Marco Legal do Combate ao Crime Organizado (Lei 15.358/2026), com o cenário que resultaria na derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da dosimetria.

De acordo com o levantamento, presos condenados por crimes hediondos, como tráfico de drogas, estupro e feminicídio, podem cumprir menos tempo de prisão caso a proposta entre em vigor. O conteúdo dessa análise foi publicado em 13 de abril pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Histórico político e debate no Congresso

Na gravação, Lindbergh também mencionou informações publicadas em 29 de março na coluna de Lauro Jardim. Segundo o deputado, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou, em 2004, uma moção de louvor ao policial Ronald.

O tema segue em discussão no Legislativo e deve mobilizar parlamentares em torno dos impactos da proposta sobre o sistema penal e o combate ao crime organizado no País.

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