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Conheça a trajetória de Teresa Leitão, nova líder do governo Lula no Senado

Senadora do PT de Pernambuco substitui Jaques Wagner e assume articulação política na Casa Legislativa

Teresa Leitão (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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247 - Nova líder de Lula no Senado, Teresa Leitão assumiu nesta quinta-feira (24) a articulação do governo na Casa após a saída de Jaques Wagner (PT-BA) da função. A petista ainda tem mais quatro anos e meio de mandato e carrega uma marca inédita na política pernambucana: foi a primeira mulher eleita ao Senado pelo estado. Em 2022, ela chegou ao cargo com 46,12% dos votos válidos, resultado que representou o apoio de mais de 2 milhões de eleitores. As informações foram divulgadas por Veja.

Na disputa daquele ano, a petista obteve quase o dobro dos votos de Gilson Machado (PODE-PE), ex-ministro de Jair Bolsonaro, que terminou a eleição em segundo lugar. A vitória consolidou Teresa como um dos principais nomes do PT em Pernambuco e ampliou sua projeção nacional.

A chegada dela ao Senado também ocupou o espaço político deixado por Fernando Bezerra Coelho. O ex-senador foi ministro da Integração no governo Dilma, entre 2011 e 2014, e depois liderou o governo Bolsonaro no Senado do início de 2019 até dezembro de 2021.

Trajetória no PT e na Assembleia

Filiada ao PT desde 2000, Teresa Leitão iniciou sua carreira eletiva em 2002, quando conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A partir dali, construiu uma trajetória de duas décadas como deputada estadual.

Ao longo de 20 anos, Teresa acumulou cinco mandatos consecutivos na Assembleia. Esse período fortaleceu sua presença no diretório estadual do PT e ajudou a consolidar seu grupo político dentro da legenda.

No ano passado, durante as eleições internas do PT, Teresa conseguiu emplacar um nome ligado ao seu campo para comandar o partido em Pernambuco: o deputado Carlos Veras. No cenário local, ela representa um agrupamento distinto daquele liderado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), outro nome de peso do partido no estado.

A movimentação interna reforçou a influência de Teresa no PT pernambucano. A senadora passou a ganhar mais espaço na definição de rumos partidários e na disputa por protagonismo dentro da legenda.

Educação como base política

Teresa Leitão formou-se em pedagogia pela Universidade Católica de Pernambuco, a Unicap. Antes de se eleger deputada estadual, atuou como professora da rede estadual de ensino desde 1975.

A pauta da educação acompanha toda a sua trajetória pública. A senadora mantém vínculos com movimentos sindicais desde os anos 1980 e ajudou a fundar o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, o Sintepe.

Teresa também presidiu o Sintepe e atuou como diretora da Associação dos Orientadores Educacionais de Pernambuco. Essa atuação sindical moldou sua identidade política e aproximou sua carreira de temas como valorização docente, escola pública e direitos dos trabalhadores da educação.

Aos quase 75 anos, a senadora assume a liderança do governo Lula no Senado em um momento de reorganização da base governista. O posto exige diálogo permanente com partidos aliados, negociação de pautas prioritárias e articulação em votações estratégicas.

Suplência e novo papel no governo

O primeiro suplente de Teresa Leitão no Senado é o ex-deputado Silvio Costa (Republicanos-PE). Seu filho, também chamado Silvio Costa, foi ministro e assumiu a liderança da Maioria na Câmara.

Com a escolha de Teresa Leitão, o governo Lula entrega a liderança no Senado a uma parlamentar com experiência legislativa, trajetória sindical e base eleitoral consolidada em Pernambuco. A senadora passa a ocupar uma função central na relação entre o Palácio do Planalto e a Casa em que o governo precisa construir maioria para aprovar sua agenda.

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