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CVM abre investigação interna sobre caso Banco Master e Reag

Segundo o órgão regulador, o grupo começará a atuar já na próxima semana

CVM abre investigação interna sobre caso Banco Master e Reag (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil )

247 - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou nesta sexta-feira (6) a criação de um grupo de trabalho (GT) para analisar informações relacionadas ao Banco Master e à Reag, duas instituições que estão sob investigação da Polícia Federal (PF) em apuração sobre um possível esquema de fraudes financeiras.

A medida foi anunciada em comunicado oficial da CVM e ocorre em meio ao avanço das investigações que miram a atuação das empresas e o funcionamento de fundos vinculados ao Banco Master. Segundo o órgão regulador, o grupo começará a atuar já na próxima segunda-feira (9).

De acordo com a CVM, o objetivo do GT é organizar e reunir dados disponíveis para fortalecer a avaliação institucional e permitir acompanhamento mais próximo das ações em andamento. “O GT tem por finalidade consolidar e sistematizar fatos, processos e informações, com vistas ao aprimoramento do diagnóstico institucional, o acompanhamento integrado e mais próximo das ações em curso, e prestação de contas à sociedade”, afirmou a comissão no comunicado.

A autarquia também destacou que o grupo deverá avaliar o material já disponível e, quando necessário, propor mudanças estruturais na atuação regulatória. Conforme o texto, o GT “promoverá a análise do material disponível, avaliando, quando cabível, melhorias estruturais em regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional”.

O Banco Master e a Reag estão no centro de investigações conduzidas pela Polícia Federal. Segundo as apurações, a Reag era responsável pela gestão de fundos que integravam a carteira do Master, o que levou os investigadores a suspeitar que esses instrumentos financeiros possam ter sido utilizados para ocultar prejuízos do banco.

A criação do grupo de trabalho indica um movimento da CVM para aprofundar o acompanhamento do caso e reforçar o monitoramento sobre operações e estruturas financeiras relacionadas às instituições investigadas, em meio ao debate sobre transparência e fiscalização no mercado de capitais brasileiro.

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