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Banco Master: FGC libera R$ 36 bilhões a 628 mil clientes

Fundo Garantidor diz que já quitou 89% do total previsto e alerta para checagens extras contra fraudes

Segurança do lado de fora do Banco Master, após a prisão do acionista controlador do banco, Daniel Vorcaro, em São Paulo - 18 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)

247 - O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que já pagou R$ 36 bilhões em garantias a credores do conglomerado do Banco Master até a manhã desta sexta-feira (6). Segundo o fundo, esse valor corresponde a 89% do montante total previsto no processo de ressarcimento. De acordo com o FGC, cerca de 628 mil credores já receberam os valores, número equivalente a 81% do total de clientes com recursos a receber. As informações são do jornal O Globo

FGC diz que pagamentos começaram em janeiro de 2026

O FGC informou que os pagamentos tiveram início na tarde de 19 de janeiro de 2026 e foram intensificados desde então. Segundo o fundo, esse avanço ocorreu após ajustes de parâmetros que permitiram ganhos de performance nos sistemas responsáveis pela liberação das quantias.

O órgão também ressaltou que, devido aos procedimentos de segurança e prevenção a fraudes, a liberação dos pagamentos pode passar por camadas adicionais de verificação. Esse processo, conforme o comunicado, pode impactar os prazos individuais para conclusão do ressarcimento.

Checagens antifraude podem impactar prazos individuais

Em nota, o FGC orientou os credores a manterem as notificações do aplicativo ativadas, já que pode haver necessidade de ações adicionais durante o andamento do processo. “É importante que as pessoas mantenham ativas as notificações do aplicativo para serem alertadas quanto a necessidade de alguma atuação para a evolução de seu processo”, afirmou o fundo, mencionando solicitações relacionadas a documentos ou outras comprovações.

Will Bank: FGC estima mais R$ 6,3 bilhões em garantias

Além do caso Banco Master, o FGC informou que estima em mais R$ 6,3 bilhões o valor a ser assegurado aos credores do Will Bank. A instituição teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central no dia 21 de janeiro.

Segundo o fundo, os pagamentos dependem da base de dados que será enviada ao FGC pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. Por isso, ainda não há prazo definido para o início do ressarcimento.

Teto de R$ 250 mil não será duplicado para parte dos clientes

O FGC destacou ainda que, como o Will Bank faz parte do conglomerado do Banco Master, o teto de desembolso de R$ 250 mil por cliente não será multiplicado para correntistas posteriores à aquisição do banco digital pelo Master, ocorrida em 30 de agosto de 2024.

Assim, clientes que adquiriram investimentos após a compra e possuem mais de R$ 250 mil aplicados nas duas instituições terão esse valor como limite máximo de cobertura garantida pelo fundo.

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