Defesa pede ao STF que Silvinei Vasques permaneça na Papudinha
Pedido aponta incerteza sobre garantia de cuidados de saúde em eventual transferência
247 - A defesa do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, condenado a mais de 24 anos de prisão por participação na trama golpista durante as eleições de 2022, pediu que ele permaneça detido na Papudinha, em Brasília, após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a checagem de vagas em penitenciárias de Santa Catarina. Segundo os advogados, há incerteza quanto à garantia de cuidados de saúde adequados em eventual transferência. As informações foram publicadas pelo G1.
Vasques está preso desde dezembro na Papudinha
Vasques está detido desde dezembro do ano passado na ala do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como Papudinha. O novo pedido da defesa foi protocolado na quarta-feira (21) e, até esta segunda-feira (26), não havia decisão judicial sobre o requerimento.
Silvinei Vasques foi preso no Paraguai, após tentar fugir da Justiça brasileira rumo à América Central. Ele chegou ao Brasil na noite de 26 de dezembro e passou a cumprir pena na Papudinha, onde também estão detidos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e Jair Bolsonaro (PL), condenados pela tentativa de golpe de Estado.
Defesa havia solicitado transferência para Santa Catarina
Anteriormente, os advogados haviam solicitado a transferência de Vasques para Santa Catarina, sob o argumento de que ele poderia dar continuidade aos estudos de doutorado no estado. Diante da solicitação, o STF chegou a determinar que penitenciárias catarinenses informassem se havia vaga disponível para o cumprimento da pena.
Segundo a defesa, no entanto, não há garantia de que, em outra unidade prisional, Vasques teria acesso aos cuidados médicos necessários, razão pela qual pedem a manutenção da prisão em Brasília.
Ex-diretor da PRF foi condenado por tentativa de golpe
O ex-diretor da PRF foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Vasques atuou para monitorar autoridades e dificultar o acesso de eleitores ao voto, especialmente na região Nordeste, durante o processo eleitoral.
Antes de ser preso, Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica e tentou deixar o país. Ele foi detido no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos. Na ocasião, utilizava a identidade de Julio Eduardo e apresentou às autoridades paraguaias uma declaração em que afirmava ter câncer na cabeça e não conseguir falar. Diante dos fatos, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do ex-diretor da PRF.


