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"Estão brincando com a vida do meu pai", diz Flávio após nova internação de Bolsonaro

Senador volta a pedir prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução/CNN Brasil)

247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (13) que o estado de saúde de Jair Bolsonaro (PL) requer medidas urgentes e voltou a defender que ele cumpra prisão domiciliar. A declaração ocorreu após visita ao pai no hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente está internado. 

Durante conversa com jornalistas, o parlamentar criticou o que classificou como falta de sensibilidade diante da condição clínica do ex-presidente e reforçou o pedido para que ele seja autorizado a permanecer em casa para tratamento. Segundo Flávio, o quadro inspira preocupação e não pode ser tratado com desconfiança. “Estão brincando com a vida do meu pai. Não dá mais para ficar com essa postura de achar que isso aqui é algum tipo de frescura ou ficar com essa paranoia de que ele pode fugir. Cumpra-se a lei, o mínimo que ele deveria ter é essa domiciliar humanitária em casa, aonde ele pode ter cuidado permanente da família”, afirmou.

Jair Bolsonaro, que cumpre pena na unidade prisional conhecida como Papudinha desde 15 de janeiro, foi levado ao hospital na manhã desta sexta-feira após apresentar sintomas considerados preocupantes. Em publicações nas redes sociais, Flávio relatou que o ex-presidente acordou com calafrios e episódios de vômito antes de ser encaminhado para atendimento médico.

De acordo com o senador, o ex-presidente está consciente e lúcido, mas demonstra sinais de fragilidade física. Ele mencionou que Bolsonaro apresenta voz enfraquecida e aparência abatida. Após conversar com a equipe médica, Flávio disse ter recebido informações de que o quadro pulmonar é o mais grave registrado em internações anteriores. “Conversei rapidamente com os médicos e disseram que essa foi a pior vez que ele se internou aqui com relação à quantidade de líquido que tinha no pulmão dele. Nunca o pulmão dele encheu de tanto líquido que vem ali da broncoaspiração do líquido que vem do seu estômago. Isso é perigosíssimo”, declarou.

O senador também comentou a decisão de utilizar um lençol para ocultar a imagem do ex-presidente durante a chegada ao hospital. Segundo ele, a medida teve o objetivo de preservar a dignidade do pai diante da condição física delicada. “É para preservar a imagem dele, ele é um senhor de 71 anos de idade que tem problemas até hoje, graves, em consequência da facada que ele sofreu”, explicou.

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