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Lindbergh comemora iniciativa de Lula sobre fim da escala 6x1 e repudia o 'velho receituário de retirada de direitos'

Deputado alertou para a importância da valorização do trabalho, cobrou mobilização e criticou a oposição por querer barrar o projeto

Lindbergh Farias (Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)

247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) saiu em defesa da proposta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional para pôr fim à escala 6x1 e reduzir a jornada semanal de trabalho. Em postagem nesta terça-feira (14) pela rede social X, o parlamentar criticou a ideia defendida pelo neoliberalismo e por políticos de extrema direita de retirar direitos sociais e trabalhistas com o objetivo de, supostamente, garantir o desenvolvimento socioeconômico de um País.

“De um lado está a valorização do trabalho e da vida do povo; do outro, o velho receituário de retirada de direitos”, destacou Lindbergh na postagem. Na mesma mensagem, ele também escreveu que “Lula agiu certo ao assumir essa pauta como prioridade e agora cabe a nós transformar esse projeto em uma grande mobilização nacional nas ruas e nas redes até a vitória”.

Valorização do trabalho e crítica ao retrocesso

Ao comentar o envio do projeto pelo Palácio do Planalto, o deputado afirmou que o país precisa romper com um modelo de trabalho considerado ultrapassado. Segundo Lindbergh, “o Brasil do século XXI precisa virar essa página e deixar para trás uma organização do trabalho do século XIX que sacrifica o povo em nome de uma produtividade sem limite”.

A manifestação do parlamentar reforça a linha política adotada pelo governo Lula para defender a redução da jornada de trabalho sem corte de salários ou direitos trabalhistas. Dias antes do envio formal do texto, o presidente já havia afirmado que encaminharia a proposta ao Congresso e sustentado a tese de que a mudança não poderia reduzir a remuneração dos trabalhadores.

Jornada de 40 horas entra no centro do debate

Lindbergh destacou que o projeto estabelece jornada semanal de 40 horas, em lugar do limite atual de 44 horas, sem redução salarial. Ao defender o rito mais acelerado para a tramitação, ele afirmou que “com a urgência constitucional de 45 dias, a Câmara e o Senado terão prazo para deliberar sobre uma pauta que muda a vida real de milhões de trabalhadores e trabalhadoras”. A regra da urgência constitucional impõe prazo de 45 dias para análise em cada Casa legislativa, e a pauta pode ficar travada se esse período vencer sem votação.

Na avaliação do deputado, o centro do debate precisa sair das disputas abstratas e se concentrar no impacto da proposta sobre o cotidiano da população. Ele escreveu: “chegou a hora de colocar no centro do debate público aquilo que de fato importa, a vida concreta do povo brasileiro: trabalho digno, tempo de descanso, saúde, convivência familiar e qualidade de vida”.

Deputado cobra mobilização e mira oposição ao projeto

Ainda conforme Lindbergh, “a proposta representa uma mudança profunda. Ela supera a lógica exaustiva da escala 6x1 para a escala 5x2, com 48h de descanso semanal remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos, e aponta para uma vida com menos trabalho e com mais tempo para a família, para o lazer e para o cuidado com a própria saúde. Esse avanço tem peso ainda maior para as mulheres, que tantas vezes sustentam a dupla jornada dentro e fora de casa”.

A fala do parlamentar busca associar o projeto a uma agenda mais ampla de proteção social, descanso semanal e reorganização do tempo de trabalho. O debate sobre o fim da escala 6x1 já havia sido apontado por Lindbergh, ainda em fevereiro, como uma das prioridades legislativas do governo em 2026.

O deputado também direcionou críticas a nomes da oposição e a dirigentes partidários que, segundo ele, pretendem barrar a proposta no Congresso. Na rede social, afirmou: “também já ficou claro quem quer barrar esse avanço”. Em seguida, acrescentou: “Valdemar Costa Neto (PL) e Antonio Rueda (União) disseram que pretendem obstruir a tramitação, enquanto Rogério Marinho já defendeu para esse campo político uma agenda de reforma administrativa, trabalhista e previdenciária, e Mansueto aparece associado ao discurso de travar o aumento real do salário mínimo — todos ligados a Flávio Bolsonaro. Pelo fim da escala 6x1 já!”.

Com a defesa pública do projeto, a base governista amplia a pressão política para transformar o projeto enviado por Lula em uma das principais disputas legislativas do ano. A estratégia do PT mira o Congresso, mas também aposta na mobilização social para sustentar a tramitação de uma proposta que o governo apresenta como central para a vida de milhões de trabalhadores brasileiros.

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