Lula avalia sucessor de Gleisi enquanto Congresso analisa pautas do governo
Nome de Jorge Messias para o STF, PEC da Segurança e fim da escala 6x1 são temas de interesse do governo no Legislativo
247 - A saída da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a avaliar um substituto para a articulação política, em meio à análise de pautas prioritárias no Congresso Nacional, como a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PEC da Segurança e o fim da escala 6x1, segundo Valdo Cruz, do G1.
Gleisi foi exonerada no último sábado (4) para disputar uma vaga no Senado, e até o momento não houve definição sobre quem assumirá a função. Nos bastidores, aliados do governo defendem a escolha de um nome com forte trânsito no Senado, onde tramitam propostas consideradas estratégicas para o Executivo.
A principal votação prevista é a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo. Para assumir a vaga, ele precisa conquistar maioria no Senado, o que torna a articulação política decisiva. A condução desse processo, no entanto, depende diretamente da atuação de Lula.
Além disso, os senadores devem analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, após sua aprovação na Câmara dos Deputados. Já na Câmara, o destaque é o projeto que propõe o fim da escala de trabalho 6x1, tema que vem sendo negociado pelo governo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Internamente, auxiliares do presidente avaliam que, além da indicação ao STF, não há outras matérias consideradas essenciais em tramitação no momento.
Lula também deve retomar o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar do andamento da indicação de Messias, que substituirá Luís Roberto Barroso na Corte. O tempo de envio da mensagem presidencial à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é visto como um indicativo do clima político entre o governo e o Senado. Se houver demora nesse envio, a leitura entre aliados é de que Alcolumbre ainda mantém insatisfação com o governo federal, o que pode influenciar diretamente o ritmo das votações e a relação entre os Poderes.


