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Mendonça lidera aprovação no STF e Toffoli é o mais rejeitado, aponta AtlasIntel

A pesquisa mostra que Dias Toffoli tem 81% de rejeição, Alexandre de Moraes sobe de 51% para 59% de avaliação negativa e Edson Fachin perde aprovação

André Mendonça (Foto: Victor Piemonte/STF)

247 - O ministro André Mendonça é o único integrante do Supremo Tribunal Federal com saldo positivo de imagem entre a população brasileira. É o que revela a pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta sexta-feira (20), que mediu a avaliação individual de cada ministro da Corte. Com 43% de menções favoráveis contra 36% de avaliações negativas, Mendonça se destaca como exceção em um tribunal onde a maioria dos magistrados enfrenta rejeição superior à aprovação. Os 20% restantes afirmaram não saber avaliá-lo. Os números foram publicados no jornal O Estado de S.Paulo.

O levantamento, que ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os dados compõem um retrato detalhado da percepção pública sobre os ministros do STF em um momento de intensa pressão sobre a Corte, marcado pelo escândalo do Banco Master e pelo recorde histórico de desconfiança institucional registrado na mesma rodada de pesquisa.

O ministro Dias Toffoli concentra os piores índices entre todos os avaliados. Sua rejeição chegou a 81%, enquanto apenas 9% dos entrevistados o avaliam positivamente — uma deterioração dramática em relação ao levantamento anterior do instituto, realizado em agosto de 2025, quando os números eram de 50% de rejeição e 30% de aprovação. Em menos de sete meses, a imagem de Toffoli despencou em proporções raramente vistas em pesquisas sobre membros do Judiciário.

Alexandre de Moraes também registrou piora significativa. A avaliação negativa do ministro avançou de 51% para 59% no intervalo entre agosto de 2025 e a atual pesquisa, enquanto sua aprovação recuou de 49% para 37%. A trajetória de queda consolida uma inversão de imagem: o magistrado, que até pouco tempo tinha aprovação e rejeição praticamente empatadas, agora acumula um déficit expressivo junto à opinião pública.

O ministro Kassio Nunes Marques apresenta avaliação negativa de 43% contra apenas 22% de percepções favoráveis. O percentual de entrevistados que afirmam não ter opinião formada sobre ele é de 35% — o que indica menor visibilidade pública em comparação a colegas mais expostos no debate nacional.

Entre os que registraram melhora, Luiz Fux se destaca ao lado de Mendonça. A aprovação do ministro subiu de 31%, em agosto, para 39% na atual medição. Ainda assim, sua rejeição permanece em 46%, mantendo o saldo negativo de imagem.

As ministras e ministros restantes seguiram a tendência predominante de piora. Cármen Lúcia viu sua avaliação negativa crescer de 49% para 54%, ao passo que a aprovação recuou de 46% para 39%. Flávio Dino acumulou movimento semelhante: a rejeição subiu de 50% para 58% e a aprovação caiu de 46% para 40%. Cristiano Zanin, por sua vez, passou de 48% para 55% de avaliações negativas, com a aprovação encolhendo de 41% para 32%.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, também registrou deterioração. Sua aprovação recuou de 32% para 27% desde agosto, enquanto a rejeição avançou de 48% para 53%. Os 20% que afirmam não saber opinar sobre ele indicam que parte relevante do público ainda não formou uma imagem consolidada do presidente da Corte — um dado que contrasta com o alto grau de definição em relação a nomes como Toffoli e Alexandre de Moraes.

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