"Ninguém pode transformar fuga internacional em mecanismo de evasão da Justiça brasileira", diz Lindbergh sobre Ramagem
De acordo com o deputado do PT, a prisão do ex-diretor da Abin teve 'fundamento na defesa da ordem democrática'. Vídeo
247 - A defesa da prisão do ex-deputado e Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) nesta segunda-feira (13), pela rede social X, marca a reação política ao caso do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), preso nos Estados Unidos após fugir do Brasil. De acordo com o petista, a fuga internacional não pode ser usada para evitar a aplicação da lei, ao comentar o avanço do processo que levou à detenção do ex-parlamentar.
“Ninguém pode transformar fuga internacional em mecanismo de evasão da Justiça brasileira”, escreveu Lindbergh. “O que se vê agora é o resultado concreto de uma atuação jurídica e firme, adotada no momento certo e com fundamento na defesa da ordem democrática”, destacou.
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, foi preso nesta segunda-feira (13) pelo Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE). Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) condenaram o ex-parlamentar a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão no âmbito das investigações sobre a trama golpista. Ao todo, o STF condenou 29 pessoas no processo, entre elas Jair Bolsonaro, que recebeu pena de 27 anos de prisão.
Ramagem, apesar de condenado na trama golpista, foi detido por questões migratórias. Ele deve cumprir pena no Brasil caso seja extraditado.

O deputado do PT também relembrou sua atuação no caso. Segundo ele, em novembro de 2025, apresentou ao STF um pedido de prisão preventiva contra Ramagem, além da inclusão do nome do ex-parlamentar na lista de difusão vermelha da Interpol e a formalização do pedido de extradição. “O desfecho de hoje confirma a correção e a seriedade daquela iniciativa”, escreveu.
Na sequência dos trâmites, o ministro Alexandre de Moraes autorizou as medidas solicitadas em dezembro de 2025. Após a decisão, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição às autoridades dos EUA, o que abriu caminho para a detenção do ex-parlamentar no exterior.
Lindbergh reforçou que a responsabilização deve seguir os parâmetros legais. “Quem atentou contra a democracia deve responder por seus atos, com o devido processo legal e com a aplicação rigorosa da lei”, declarou.
A prisão de Ramagem nos EUA representa um avanço no processo de cooperação internacional e mantém em andamento os procedimentos necessários para eventual extradição ao Brasil, dentro das regras jurídicas estabelecidas entre os dois países.


