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Novo presidente do BRB descarta privatização ou federalização em meio a venda de ativos

Discussões sobre plano de recuperação de capital surgiram após o caso envolvendo o Banco Master

Nelson Antônio de Souza (Foto: Renato Alves/Agência Brasília)

247 - O BRB (Banco Regional de Brasília) pretende recuar em suas operações habituais para concentrar-se em ativos mais rentáveis, descartando a possibilidade de privatização ou federalização, disse o novo presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza.

“Se tiver federalização ou privatização, não é com Nelson na presidência”, disse Nelson Antônio de Souza, em entrevista a O Estado de São Paulo, divulgada neste domingo (8). Ele defendeu uma estratégia de recomposição de capital baseada "em um primeiro momento, dar um passo atrás e voltar mais forte”. 

Ele indicou uma redução na escala das operações financeiras do BRB através de uma analogia: “Se o prédio tiver que diminuir de tamanho e ficar com menos andares, ele vai diminuir; porém, vai ficar mais sólido". 

Na sexta-feira (6), o BRB entregou ao Banco Central (BC) o Plano de Capital com medidas para recompor seu balanço e reforçar a liquidez, dentro de um prazo máximo de seis meses. No comunicado oficial, o BRB não mencionou valores, mas, em depoimento à Polícia Federal, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, disse que as operações com o Banco Master provocaram um rombo de R$ 5 bilhões no balanço do BRB.

Segundo o jornal informou mais cedo na sexta-feira, o BRB já teria vendido cerca de R$ 5 bilhões em ativos de alta qualidade – como crédito consignado e antecipação de saques do Fundo de Garantia – para conter a fuga de capitais após a liquidação do Banco Master, por sua vez investigado por supostas fraudes contra o sistema financeiro nacional e que teve sua liquidação decretada pelo BC em novembro de 2025. 

O BRB tem algumas possibilidades para levantar capital: empréstimos de outras instituições financeiras, inclusive bancos privados e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC); venda de ativos, com destaque para carteiras imobiliárias e créditos a estados e municípios; criação de um fundo imobiliário com terrenos e imóveis do GDF a ser transferido ao banco; aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal; empréstimo do GDF com FGC, com posterior repasse ao BRB.

As medidas que envolvem recursos do governo distrital dependem de aprovação da Câmara Legislativa do DF. (Com informações da Agência Brasil). 

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