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O STF não é intocável, mas não pode ser alvo de ataques desonestos, diz Marco Aurélio Carvalho

Coordenador do Prerrogativas defende código de ética e alerta para tentativas de deslegitimação da principal instituição da democracia brasileira

Marco Aurélio de Carvalho (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

247 – O Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser alvo de críticas legítimas e construtivas, mas não pode ser submetido a ataques desonestos que buscam fragilizar sua credibilidade institucional. A avaliação é de Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, em entrevista à revista IstoÉ.

Segundo ele, há um movimento consistente da sociedade brasileira por mais transparência e responsabilidade na atuação da Corte. "Hoje, cerca de 80% da população defende a criação de um código de ética para o Supremo. Isso mostra que existe uma demanda legítima por mais clareza, transparência e responsabilidade institucional."

Marco Aurélio destacou que o fortalecimento do STF passa justamente pela adoção de mecanismos que aumentem a confiança pública. "Quem acompanha o debate com seriedade sabe que defender regras claras, transparência e autocontenção não é enfraquecer a Corte; é fortalecê-la."

Críticas legítimas x ataques mal-intencionados

O coordenador do Prerrogativas fez um alerta sobre o risco de instrumentalização do debate público. Para ele, o problema surge quando críticas legítimas são apropriadas por grupos com interesses políticos ou ideológicos.

"O problema começa quando críticas legítimas são capturadas por discursos mal-intencionados, que tentam transformar o STF em inimigo público."

Nesse contexto, ele propõe uma reflexão direta sobre os interesses por trás dessas narrativas. "A quem interessa descredibilizar a principal instituição de proteção da democracia brasileira?"

Papel do STF na defesa da democracia

Marco Aurélio também ressaltou a importância histórica do Supremo em momentos críticos do país, reforçando que o reconhecimento desse papel não implica ausência de críticas.

"O Supremo teve papel decisivo nos momentos mais críticos do país. Reconhecer sua importância não significa blindá-lo, mas tratá-lo com a responsabilidade institucional que o momento exige."

Ao final, ele sintetiza a posição que defende no debate público: "Essa é a linha que defendemos."

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