Operação Compliance Zero: STF orienta Polícia Federal a manter aparelhos apreendidos desconectados
Ministro Dias Toffoli determinou que dispositivos fiquem carregados e sem acesso à internet com o objetivo de preservar provas
247 - O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), orientou, nesta quarta-feira (14), a Polícia Federal a manter os aparelhos eletrônicos apreendidos durante a Operação Compliance Zero carregados e desconectados da internet. A medida foi adotada após investigadores manifestarem receio de que o material apreendido pudesse ser acessado indevidamente. As informações são da CNN Brasil.
"Tendo em vista que os materiais apreendidos ainda não foram encaminhados a esta Suprema Corte, esclareço que para a custódia dos aparelhos e seus respectivos materiais telemáticos impõem-se que as autoridades custodiantes os mantenham eletricamente carregados e em modo desacoplado das redes telefônicas e de wi-fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada. Essa responsabilidade é dos executores da ordem proferida", afirma a nota do gabinete do ministro.
Na nota divulgada, Toffoli também fez ressalvas à demora no encaminhamento dos aparelhos apreendidos ao Supremo Tribunal Federal. O ministro ressaltou que o material deverá ficar acautelado na Corte até a realização dos procedimentos periciais.
Manifestações oficiais
Esta foi a segunda manifestação oficial do ministro Dias Toffoli sobre o tema no mesmo dia. Mais cedo, o gabinete do ministro havia informado que "o acautelamento imediato tem por finalidade a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes".
Apreensões e segunda fase da operação
A segunda fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (14) e investiga suspeitas de fraudes no sistema financeiro e possíveis estratégias de ocultação de recursos. Entre os itens recolhidos estão carros de luxo, relógios, tablets, telefones celulares, carteiras sofisticadas e até uma arma de fogo, conforme mostram imagens divulgadas pelos investigadores.


