PF defende extração imediata de dados do material apreendido em investigação do Banco Master
Corporação afirma que atraso na extração pode comprometer provas da investigação
247 - A Polícia Federal (PF) avalia que a extração de dados de dispositivos eletrônicos apreendidos na mais recente fase da investigação sobre o Banco Master deveria ser realizada de forma imediata. Para investigadores, a demora nesse procedimento pode gerar riscos concretos à integridade das provas e comprometer o avanço das apurações.
Segundo apuração da âncora Débora Bergamasco, da CNN Brasil, a preocupação surgiu após decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que os bens apreendidos permaneçam sob custódia do próprio STF.
Decisão do STF causa surpresa na Polícia Federal
Na decisão proferida nesta quarta-feira (14), Dias Toffoli estabeleceu que os materiais apreendidos ficarão “acautelados” no Supremo Tribunal Federal com o objetivo de “proteger as provas”. A medida, no entanto, causou surpresa e desconforto entre investigadores da Polícia Federal, que afirmam que esse não é o procedimento usual em inquéritos policiais.
Protocolo da PF prevê extração imediata de dados
De acordo com a corporação, o protocolo padrão determina que, uma vez apreendidos os dispositivos, a extração dos dados seja iniciada imediatamente. “O protocolo da Polícia Federal é, apreendeu o material, começa imediatamente a extração”, afirmou Débora Bergamasco durante o programa, ao explicar o entendimento dos investigadores.
Fontes da PF destacam que a rapidez no procedimento é fundamental para evitar riscos como acesso remoto aos aparelhos e eventual apagamento de informações relevantes para a investigação.
Questionamentos técnicos sobre estrutura do Supremo
Além da preocupação operacional, investigadores também levantaram dúvidas técnicas sobre a decisão. Entre os questionamentos está se o STF dispõe de equipamentos adequados e de pessoal especializado para realizar a extração e a análise dos dados digitais.
Embora a decisão mencione que “profissionais competentes” ficarão responsáveis pelo trabalho, não há detalhamento sobre quem seriam esses técnicos.
Medida é considerada inédita por investigadores
Investigadores da Polícia Federal classificaram a determinação como inédita, sendo esta “a primeira vez na história” em que materiais apreendidos em um inquérito policial são encaminhados diretamente ao Supremo Tribunal Federal, em vez de permanecerem sob análise da própria corporação responsável pela investigação.


