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PGR se mostra favorável a ida de Walter Delgatti ao regime aberto

Manifestação foi encaminhada ao STF e afirma que hacker cumpre requisitos legais para progressão

Walter Delgatti (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

247 - A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou a favor da progressão do hacker Walter Delgatti Neto para o regime aberto. A manifestação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e integra a execução penal conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou que o detento atende aos critérios previstos na legislação. Segundo a PGR, relatórios da unidade prisional indicam "ótimo comportamento carcerário", além do cumprimento dos requisitos exigidos para a mudança de regime.

"Dessa forma, estão atendidos os requisitos objetivos e subjetivos exigidos para a progressão de regime prisional", registrou a manifestação enviada ao STF.

Condenação e cumprimento de pena

Walter Delgatti cumpre pena de oito anos e três meses de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023. De acordo com o processo, a ação foi realizada a mando da ex-deputada bolsonarista Carla Zambelli, atualmente presa na Itália. Na ocasião, foi inserido um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

O hacker iniciou o cumprimento da pena em fevereiro de 2025, na Penitenciária 2 de Tremembé, em São Paulo. Posteriormente, em dezembro do mesmo ano, foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também localizada no Vale do Paraíba.

Mudanças de regime e benefícios

Em janeiro de 2026, Delgatti obteve autorização para progressão ao regime semiaberto, decisão também tomada por Moraes, o que resultou em seu retorno à unidade de Tremembé.

Já em abril deste ano, o ministro autorizou a redução de 100 dias da pena do detento. O benefício foi concedido com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade, o Enem PPL.

Antes da condenação relacionada ao CNJ, Delgatti já havia sido condenado na Operação Spoofing. Na ocasião, recebeu pena de 20 anos de reclusão por divulgação de mensagens de indivíduos ligados à Operação Lava Jato. O caso ainda tramita em segunda instância na Justiça Federal em Brasília, e o réu responde em liberdade nesse processo.

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